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domingo, 8 de maio de 2011

Gengivas Saudáveis


Minhas gengivas são saudáveis?
Se suas gengivas estão vermelhas e inchadas ou sangram escovando ou não, há riscos de você ter algum problema gengival.

Qual a causa de problemas nas gengivas?
A principal causa de problemas nas gengivas é o acúmulo de placa bacteriana entre os dentes e a gengiva (sulco gengival).

O que é gengivite?
Se a placa bacteriana não for removida, ela aumenta e eventualmente acaba penetrando entre os dentes e a gengiva. Isso causa inflamação, inchaço e sangramento, que são os sinais da gengivite.
Gengivite

Como posso prevenir a gengivite?
Escovando seus dentes corretamente. Use sempre uma escova de dentes macia posicionando-a em um ângulo que permita atuar levemente na junção dos dentes e a gengiva, removendo a placa bacteriana. Portanto, preste atenção na higienização da área.

Use fio dental diariamente
Ele remove a placa bacteriana das superfícies laterais dos dentes e abaixo da linha da gengiva, onde as cerdas das escovas não alcançam.

Problemas gengivais são comuns em adultos?
Nos adultos os problemas com cáries diminuem consideravelmente, porém aumenta a incidência de doenças gengivais e periodontais, causa mais comum da perda dos dentes posteriormente 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Avaliação Ortodôntica na Infância


Como ciência, o objetivo principal da ortodontia é estudar o crescimento craniofacial e o desenvolvimento da oclusão dentária, desde a gestação até a idade adulta. Todo esse conhecimento é aplicado ao tratamento de pacientes, no sentido de identificar precisamente as causas das maloclusões, prevenindo-as, quando possível, ou corrigindo-as, harmonizando as arcadas dentárias e devolvendo-lhes a estética facial agradável e função adequada.

A ortodontia se enquadra em três objetivos distintos: preventivo, interceptativo e corretivo. As manobras preventivas são feitas em idade infantil no intuito de manter a integridade dos tecidos bucais e evitar migrações dentárias indesejadas para áreas de eventuais perdas precoces de dentes decíduos (dente de leite), portanto ainda não existe o estabelecimento da maloclusão. As manobras interceptivas são indicadas no momento em que a maloclusão está se instalando e tem o objetivo de impedir a evolução do processo e até contorná-lo plenamente quando possível. O tratamento corretivo ocorre após o estabelecimento de relações anormais na dentição permanente completa.

ORTODONTIA PREVENTIVA

A melhor ortodontia preventiva é a manutenção dos dentes decíduos, evitando sua perda precoce por cárie ou trauma. Quando perde-se algum dente de leite antes do período correto, pode existir migração dos dentes permanentes vizinhos a ele em direção ao local de perda dentária, gerando falta de espaço para acomodação dos demais dentes permanentes. A maior migração é dos dentes posteriores em direção anterior e, no primeiro mês após a perda, ocorre a maior quantidade de migração e maior perda de espaço. Pode-se lançar mão de aparelhos fixos ou removíveis para evitar esta migração. Alguns dos fixos são arco lingual, arco palatino e banda-alça, já os removíveis são as placas ortodônticas com dentes de acrílico.
O arco lingual e o palatino devem ser utilizados na dentição mista, quando os primeiros molares permanentes já estão presentes na cavidade bucal. É um arco de metal ajustado internamente ao arco dentário. Evita o deslocamento indesejado dos primeiros molares permanentes inferiores para frente e a inclinação dos incisivos permanentes inferiores para trás.

A banda-alça consiste em um anel colocado em um molar, com braço de extensão (fio metálico) sobre o espaço da perda dentária até o outro dente vizinho. É indicado para perda precoce unitária de dentes decíduos posteriores.
Arco Lingual - Banda Alça

As placas ortodônticas dependem, integralmente, da colaboração do paciente, pois o sucesso do tratamento depende do seu uso constante. São placas de acrílico suportadas por dentes e mucosas, utilizando-se grampos para fixação e dispondo de dentes de acrílico no espaço a ser mantido. O paciente deve submeter-se a consulta de controle com período frequente, para fazer desgaste no dente de acrílico, no intuito de não interferir na erupção do dente permanente naquele espaço.

ORTODONTIA INTERCEPTATIVA

Durante o crescimento e desenvolvimento da criança, pode observar-se alguns desvios da normalidade como cruzamento anterior e/ou posterior de mordida, excessiva protrusão superior e alterações decorrentes de hábitos atípicos. Ao deparar-se com alguma situação em que o desenvolvimento do paciente possa beneficiar o tratamento ou que a maloclusão esteja prejudicando a sucessão deste processo, a ortodontia interceptiva está indicada.

Mordida Cruzada Anterior Dentária
Esta condição é, geralmente, conseqüência de um desvio na trajetória de um ou poucos dentes no sentido do seu aparecimento na cavidade bucal. A correção pode ser feita nos estágios mais iniciais da erupção dentária por meio da pressão digital (com dedo) e espátula de madeira com função de alavanca. Mais avançado na evolução da maloclusão pode-se utilizar aparelho que dispõe plano de 45º com o dente cruzado e placas ortodônticas com grampos e molas digitais pressionando o dente cruzado no sentido de sua posição correta.


Mordida Cruzada Anterior Esquelética
Esta maloclusão representa a sobressaliência dos dentes inferiores e osso basal correspondente em relação aos superiores. Os inferiores posicionam-se externamente aos superiores, invertendo a condição normal da mordida na região anterior. Os dentes acompanham o osso basal no qual estão dispostos. A correção é feita com o redirecionamento do crescimento por meio de aparelhos de ancoragem (ponto de resistência) externa a cavidade bucal como a mentoneira e a máscara facial de tração reversa maxilar. O tratamento deve persistir durante todo o crescimento puberal, para a obtenção de efeito terapêutico significativo e estável. O sucesso depende da colaboração do paciente no uso dos aparelhos e do grau de severidade da maloclusão.

Mordida Cruzada Posterior Dentária
Ocorre o envolvimento de um ou poucos dentes, devido ao desvio no seu eixo de erupção, com a relação normal dos ossos basais. Alguns dentes apresentam-se com inversão da mordida na região posterior. O tratamento pode ser feito com placas de acrílico removíveis com parafuso de ativação, ou com dispositivos fixos como os arcos palatinos modificados. A ativação é mensal e o movimento desejado envolve o conjunto dento-alveolar.


Mordida Cruzada Posterior Esquelética
Existe desarmonia transversa entre os arcos basais, sendo o superior mais estreito que o inferior. O tratamento é ortopédico, buscando harmonizar as bases ósseas através da separação induzida da sutura palatina mediana. O aparelho é fixo, suportado pelos dentes e mucosa palatina, dispondo de parafuso expansor que quando ativado afasta, no sentido transverso, as regiões posteriores do arco superior. A ativação é diária, uma vez que a correção é esquelética e a força deve ser gradativa, durante quinze dias a um mês. Terminada esta fase, faz-se contenção de no mínimo seis meses. Esta interceptação em situações extremamente favoráveis pode conferir a total correção da maloclusão, dispensando o tratamento corretivo mais tarde. O citado procedimento tem a resalva de que os ossos maxilares, na sutura palatina mediana, não estejam totalmente fusionados, fato que ocorre próximo aos quinze anos de idade.






Protrusão Maxilar
A sobressaliência do arco superior é percebida cedo na vida da criança. É interceptada, preferencialmente, no surto de crescimento puberal por meio de aparelhos extra-orais. Esta manobra é procedida geralmente após a erupção dos primeiros molares e antes da erupção caninos permanentes. Em média, nas meninas este período fica em torno dos dez anos de idade, enquanto nos meninos fica a cerca dos doze anos. O tratamento tem duração até o final do crescimento puberal.

Uma das maloclusões mais comuns decorrentes de hábitos atípicos é a mordida cruzada aberta na região anterior e na posterior, sendo que nesta última pode apresentar-se uni ou bilateralmente. Os hábitos mais comuns na origem desta condição são interposição do lábio e língua entre os dentes superiores e inferiores, respiração bucal, utilização prolongada de chupeta ou mamadeira, sucção digital (chupar dedo) e a colocação de objetos na boca, como: brinquedo, lápis e caneta.

O primeiro objetivo do tratamento visa eliminar a causa. Pode-se lançar mão de alguns aparelhos como grade lingual ou palatina, com pontas ativas ou não, para impedir a consolidação do hábito, aparelho removível para corrigir diastema, placa ativada pelo lábio para impedir sua interposição. 
Grade Palatina

24ª JORNADA ODONTOLÓGICA

DE 04 A 07 DE MAIO NO SALÃO DE EVENTOS DA PUCRS.

EU VOU!!!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

OdontoFoto nº6 - Amigo Secreto de Páscoa

Registro do Amigo Secreto de Páscoa realizado com as amigas mais lindas e inteligentes da Faculdade de Odonto da PUCRS!!!! :D
Porque faculdade de odontologia não é só estudo e trabalho, também tem seus momentos divertidos!!!!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

SoundBite: escutando pelos dentes

Com certeza você já viu alguns aparelhos que auxiliam a audição, aqueles que ficam presos por detrás da orelha e enviam o som externo, amplificado, para dentro do ouvido. Pois bem, uma empresa pensou em outra forma de recuperar a perda auditiva de uma pessoa, desta vez a idéia é de utilizar o dente para enviar o som.

Pode parecer um tanto estranho imaginar que o som pode ser sentido pelos dentes, mas o SoundBite funciona realmente desta forma. A parte externa, que fica presa na orelha como em um aparelho convencional, recebe o som com um pequenino microfone e converte em dados que são recebidos pela outra metade do sistema, que fica no fundo da boca, presa aos dentes. Este então transforma a informação recebida, sem fios, em vibrações que são facilmente compreendidas pela parte interna de seu ouvido. Segundo a empresa, estas vibrações são imperceptíveis para os usuários.
Nosso ouvido naturalmente já funciona assim. A parte interna, onde não devemos visitar com nada como tampa de caneta ou lápis, decifra as vibrações que o tímpano recebe e interpreta com a cóclea, pequena estrutura em forma de concha e recheada de pequenos cílios que interpretam as vibrações e as transforma em sinais elétricos que são enviados ao cérebro.
Todo o sistema funciona com auxílio de baterias recarregáveis, que podem utilizar uma tomada convencional.
O aparelho ainda não está disponível para o comércio nos Estados Unidos, onde foi criado, mas já recebeu autorização da FDA (Food and Drug Administration, Administração de Comida e Drogas, órgão similar com a nossa ANVISA) para a venda.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Micróbios poderão prevenir cáries e diminuir colesterol no futuro, diz estudo


Washington, 13 abr (EFE).- Os micróbios que vivem em nosso organismo podem ser, no futuro, o principal ingrediente de uma pasta de dentes que ajudará a prevenir cáries ou de comprimidos para diminuir o colesterol, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira pela revista americana "Science".
Os probióticos, como são denominados os alimentos, bebidas e suplementos dietéticos que contêm micróbios vivos procedentes do corpo humano, ajudarão em um futuro a diagnosticar e tratar doenças, e os complexos a base de bactérias serão objeto de receita em consultas médicas de todo o mundo. É o prognóstico que fazem o cientista da Universidade de Stanford (Califórnia) J.L. Sonnenburg, e o da Universidade da Califórnia, M.A. Fischbach.
O estudo, intitulado "Saúde comunitária: oportunidades terapêuticas no microbioma humano", prevê um futuro no qual os probióticos serão desenvolvidos e modificados pelas companhias farmacêuticas e biotecnológicas e regulados pelo Escritório de Alimentos e Remédios (FDA) dos EUA.
Os autores do texto convidam a comunidade científica dar sequência ao estudo das propriedades beneficentes dos micróbios vivos para a flora intestinal, que atualmente é o objeto da maioria dos produtos com esses organismos, protagonizados pelos iogurtes que permitem a sobrevivência das bactérias.
"O conceito (dos probióticos) pode ser aplicado também a outras comunidades microbianas do corpo humano", indicam os pesquisadores. "Os cremes para a pele e pastas de dentes do futuro poderão conter organismos vivos ou prebióticos que ajudem a tratar a dermatite atópica e prevenir cáries dentais", acrescentam. Segundo Sonnenburg e Fischbach, os micróbios vivos não só ajudarão a tratar as disfunções e doenças, mas também a preveni-las.
"Os componentes microbianos dos sedimentos, a urina, o cuspe e as mucosidades atendem às duas virtudes de uma mostra diagnóstica: são fáceis de obter e sustentam uma quantidade de informação molecular relevante para as doenças", afirma o estudo.
Apesar de sua popularidade crescente, os produtos probióticos não foram até agora estudados com rigor e, nos EUA, não estão regulados pela FDA.
Embora pareçam ter um potencial claro como agentes terapêuticos, existem desafios no momento de estabelecer padrões claros que permitam uma pesquisa mais aprofundada, segundo adverte o estudo.
As influências "antinaturais" sobre o organismo, como o consumo de antibióticos ou a administração de vacinas, modificam e transformam a estrutura microbiana, que pode variar de pessoa para pessoa e de país para país.
"As diferenças marcadas entre os micróbios fecais de uma criança de Burkina Fasso e das crianças do norte da Itália dão uma ideia dos problemas de definir uma linha de base para a microbiota", aponta o estudo.
Isso transforma às comunidades microbianas dos humanos em um "alvo móvel", que impõe um desafio considerável no momento de definir o que é "normal" ou "saudável", concluem os autores.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Um aparelho dentário com luzes LED

Quem fugia dos aparelhos dentários quando era criança, poderia dar uma outra chance para o dentista se pudesse colocar um aparelho tão diferente quanto este. Os japoneses, famosos por inovar em suas criações, desenvolveram um aparelho dentário com luzes LED para iluminar os seus dentes. Pois é, agora até os dentes possuem acessórios, e basta sorrir para ter a boca ‘acesa’ por diferentes cores!
Desenvolvido por Motoi Ishibashi e Daito Manabe para uma campanha publicitária, o aparelho acabou se tornando um sonho de consumo para os jovens japoneses. A criação foi utilizada nos anúncios da marca de roupas Laforet Harajuku, com a proposta de promover a coleção de inverno. O sucesso da novidade foi tanto que acabou ofuscando o verdadeiro produto da loja.

Este aparelho pode até ser bizarro demais para ser usado no dia a dia, mas com certeza iria agradar em festas, raves e boates. Deve ser por isso que o produto tem sido anunciado como uma “festa na sua boca”. Além das funções de entretenimento, o gadget também poderia servir para iluminar locais escuros, assim seria mais fácil encontrar o caminho e evitar tropeções.
O sorriso fluorescente fica preso aos dentes através de um adesivo. As luzes LED mudam de cor e só acendem quando o usuário sorri. A cor e a velocidade são controladas por um aplicativo para computador, através de uma conexão sem fio. As luzes LED podem, inclusive, mudar de acordo com o som, assim a sua boca vai acompanhar o ritmo do DJ. O preço do produto ainda não foi divulgado.

sábado, 9 de abril de 2011

Endocardite Bacteriana

O que é endocardite bacteriana?
É uma infecção causada por bactérias que entram na corrente sanguínea e atingem o coração. É uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio) ou das válvulas cardíacas. A endocardite é um problema grave e às vezes fatal. Duas coisas fazem com que ocorra: bactérias e um coração enfraquecido.
Pessoas com alguns defeitos cardíacos têm maior risco de desenvolver a endocardite bacteriana. Felizmente, para a maioria das pessoas, é simples evitá-la, mantendo uma boa higiene dental. Escovação, uso do fio dental e visitas ao dentista ajudam a manter a saúde bucal e evitando que o dente e a gengiva tenham infecções que possam levar à endocardite. 

Qual é o papel das bactérias?
Certas bactérias normalmente vivem em partes do seu corpo. Elas vivem dentro ou sobre a boca e sistema respiratório superior, o trato intestinal e urinário, a pele.
As bactérias podem entrar na corrente sanguínea, isto é chamado de bacteremia. Estas bactérias podem atingir válvulas cardíacas anormais ou de tecido cardíacos danificados. Se isso acontecer, elas podem danificar ou destruir as válvulas cardíacas. 
As válvulas cardíacas são importantes para guiar o fluxo através do coração. Elas funcionam como portas de manter o sangue fluindo em uma direção. Se forem danificados os resultados podem ser muito graves.
Uma breve bacteremia é comum após alguns procedimentos invasivos, certas cirurgias e procedimentos odontológicos são exemplos, e nem todas as bactérias causam endocardite bacteriana.

Qual o papel do coração?
Pessoas com coração em estado de saúde normal não correm risco de ter endocardite bacteriana. Quem apresentar problemas cardíacos preexistentes estão em risco de ter endocardite quando uma bacteremia ocorre. As condições cardíacas que colocam as pessoas em maior risco incluem: história de endocardite; válvulas cardíacas danificadas (cicatrizes) por doença reumática ou outra; alguns tipos de defeitos cardíacos congênitos; cardiomiopatia hipertrófica (aumento do coração); transplante de coração que mais tarde desenvolve uma anormalidade das válvulas do coração.
Pessoas que já tiveram endocardite bacteriana estão em alto risco de desenvolve-la novamente, mesmo quando não há doença cardíaca. Alguns defeitos cardíacos congênitos podem ser reparados com sucesso cirúrgico e a pessoa não estará mais em risco para a endocardite.

Como a endocardite bacteriana pode ser evitada?
Nem todos os casos podem ser evitados, isso porque nem sempre se sabe quando uma bacteremia ocorre.
Para pacientes cujo coração apresenta condições de colocá-los ao mais alto risco de desenvolver endocardite bacteriana, a American Heart Association recomenda antibióticos antes de certos procedimentos odontológicos.

Papel do odontólogo frente avaliação dentária em pacientes sabidamente com alterações cardíacas
Questionamentos do profissional com paciente devem incluir perguntas sobre sopros cardíacos, cardiopatia reumática, infecções das válvulas cardíacas, cirurgias cardíacas e febre reumática. O profissional odontólogo deve entrar em contato com o profissional médico, indagando sobre a necessidade de profilaxia antes de um tratamento. 
Para o cirurgião-dentista, normalmente alguns quadros requerem maior atenção, tais como: 
  • Cirurgia cardiovascular, febre reumática e sopro cardíaco. 
Com exceção de cirurgias de reparação de defeitos de septo atrial não complicados, cirurgias de marcapasso permanente, derivações de a. coronárias não necessitam de profilaxia na ausência de outras lesões conhecidas. 
Em quadro de febre reumática, normalmente exige dose de penicilina por via oral em dose reduzida como padrão contínuo para evitar recidiva da febre reumática, entretanto, inadequada para profilaxia da endocardite bacteriana.
Ausência de comprometimento valvular conhecido em pacientes com febre reumática não exigem profilaxia para endocardite, contudo, existem controvérsias na literatura, sendo a melhor postura uma consulta com o médico para determinar necessidade ou não de profilaxia. 
Sopro não requer profilaxia, entretanto, avaliação e consulta ao médico faz-se necessária e oportuna, pois o sopro pode estar ocultando uma patologia de maior significado clínico. 
Procedimentos que fazem necessária uma profilaxia antibacteriana
Qualquer procedimento que induza sangramento. Exemplo: 
  • Manipulação invasiva como exodontias até uma manipulação não invasiva como limpeza profissional; 
  • Anestesias não requerem profilaxia, com exceção de intraligamentar, utilizada eventualmente em atos de cirurgias de exodontias. 
O esquema profilático padrão ou alternativo depende do tipo de intervenção profissional, das condições de saúde oral e principalmente do risco associado com a patologia cardiovascular. 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Colgate agradece a propaganda!

Todos os anos a Colgate oferece palestras nas universidades e sempre brinda os acadêmicos com macromodelos, cadernos, estojo com produtos Colgate, cartazes sobre cárie, gengivite...
Brindes muito bem usados pelos alunos de Odontologia! 

Em nosso estágio vamos até as unidades de saúde, escolas, realizamos visitas domiciliares para orientarmos as pessoas. Minha colega em uma atividade com crianças de 1ªsérie numa escola, utilizou os materiais que ganhamos da Colgate para explicar às crianças como escovar os dentes, como evitar cáries, usar fio dental... e depois de toda a explicação, ela pergunta: Então turma, como devemos escovar os dentes??? E a galerinha responde: Com Colgate!!!

Colgate agradece a propaganda!!!

sábado, 2 de abril de 2011

Cálculo Dental ou Tártaro


Cálculo dental ou tártaro tem como origem da placa bacteriana ou biofilme dental que calcifica (endurece), aderido na superfície dos dentes. Este se forma próximo à gengiva, causando irritação nos tecidos gengivais. Ademais, o cálculo cria um ambiente propício para a aderência de resíduo alimentar, podendo levar a problemas mais sérios como as cáries e gengivite.

De substância porosa, o cálculo absorve o corante dos alimentos ingeridos, tornando a sua superfície escurecida e criando um aspecto estético ruim. Essa ocorrência é mais evidente para aquelas pessoas que fumam ou tomam chá ou café, é ainda mais importante que evitem a formação do tártaro.


Como saber se tenho tártaro?
Ao contrário da placa bacteriana, que é uma película incolor, o tártaro é uma formação mineral facilmente visível, se estiver acima do nível da gengiva. O sinal mais comum é uma cor marrom ou amarela nos dentes na região da margem gengival. Só o dentista pode diagnosticar e remover o tártaro.

Como evitar a formação do cálculo? 
A forma mais eficaz de combatê-lo é a escovação diária, após as refeições, e o uso do fio dental. É de extrema importância não deixar a placa se calcificar. Se isso acontece, o tártaro se forma e fica impossível removê-lo apenas com a higienização. 

Somente a escovação correta e o uso do fio dental podem reduzir a formação da placa bacteriana e do tártaro. Depois de formado, só o dentista pode retirar o tártaro dos dentes. O processo de retirada do tártaro, feito com instrumentos especiais, é conhecido como "raspagem".


Tipos de Cálculo Dental

 Cálculo Supragengival
É clinicamente visível coronal à margem gengival. A presença e a quantidade do cálculo supragengival é o resultado do nível de depósitos bacterianos nos dentes, mas também são influenciados pela secreção da glândula salivar. Como resultado, a maior quantidade da placa supragengival é normalmente encontrada nas superfícies vestibulares dos molares maxilares adjacentes ao ducto da glândula parótida nas superfícies linguais dos dentes mandibulares anteriores, que estão expostos ao ducto das glândulas submandibulares.
Coloração

O cálculo supragengival pode variar na cor, de branco a marrom escuro, dependendo da coloração das substâncias alimentícias.

Cálculo subgengival

Forma-se apicalmente à margem gengival, e não é normalmente visível. Pode ser detectado pela exploração tátil com a sonda periodontal ou um explorador fino, e é normalmente evidente por sua superfície áspera. Se a margem gengival for retraída por um jato de ar ou por algum instrumento dental, o cálculo subgengival pode ser evidente e precisamente apical à junção esmalte-cemento.
Coloração

O cálculo subgengival com freqüência apresenta-se marrom, preto, o que reflete a presença de produtos bacterianos ou de sangue.

Composição
O cálculo supragengival consiste de 70% a 90% de sais inorgânicos, principalmente na forma de fosfato de cálcio(Ca3[PO4]2). O cálculo também contém quantidades variadas decarbonato de cálcio e fosfato de magnésio. A porção inorgânica é quimicamente similar à porção inorgânica do osso, dentina e cemento. Os componentes orgânicos do cálculo envolvem proteína e complexos de polissacarídeos derivados da placa dental, células epiteliais descamadas e glóbulos brancos.

quarta-feira, 9 de março de 2011

PIERCING EM TECIDOS MOLES DA BOCA: UM RISCO À SAÚDE

A boca é local extremamente contaminado, ao fazer o piercing, abre-se uma porta de entrada de bactérias em nosso organismo. Nossa maior preocupação ao fazermos cirurgias é saber se a pessoa tem algum problema cardíaco, pois a entrada de bactérias no organismo dessas pessoas pode provocar endocardite bacteriana... Pessoas com anemia podem ter hemorragias... Pacientes com diabetes tem problemas de cicatrização... Mas não são só esses os motivos para não colocar piercings!

SEIS MOTIVOS PARA NÃO COLOCAR

1 - Fraturas de dentes: o piercing na língua provoca erosão dos dentes e fraturas. São irreversíveis. Um dente restaurado nunca é igual a um dente natural. Ocorre com uma frequência relativamente alta.

2 - Reabsorção gengival: a fricção do piercing nos tecidos moles pode provocar problemas periodontais, que, na maioria das vezes, só podem ser tratados cirurgicamente e isso quando podem ser tratados.
3 - Abscessos e infecções: a cavidade oral contém uma população bastante respeitável de bactérias e microorganismos. Além de poder provocar problemas na língua, estas bactérias podem ser transportadas para outras partes do organismo. Deformações nos locais afetados também podem ocorrer.
4 - Hemorragias: sim, esta é grave. Você vai furar sua língua, as condições de higiene parecem boas, seus amigos já foram lá colocar. Mas pode acabar numa bela hemorragia, só parando nas mãos dos cirurgiões do hospital. Se ocorrer lesão de algum nervo, os movimentos e sensibilidade podem ser comprometidos.

5 - Piercing no local errado: e que tal se em vez ficar sossegado na língua, o piercing for aspirado para as vias respiratórias? Uma broncotomia pode até resolver o problema, se não tem que ser mesmo cirurgia torácica para remover. No caso de ser ingerido, o mal não é menor, podendo ficar alojado, quem sabe, no intestino.
6 - HIV e Hepatite: esta dupla dispensa apresentações. Quando querem, entram em qualquer festa, não precisam de convite. Se a taxa média de infeções hospitalares é bastante alta, o que dizer de locais não apropriados. Meus queridos, luvas descartáveis e estufa de esterilização não são garantia de nada, assepsia é muito mais do que isto.

O uso de piercings ficou cada vez mais famoso entre os jovens. Porém, sua aplicação pode causar problemas irreparáveis, para saúde dos dentes e gengiva, e muitos especialistas contra-indicam seu uso. Os piercings em regiões de tecidos moles, como a língua e os lábios, não são recomendados pelos dentistas - a língua é um músculo de superfície rugosa, por causa das papilas gustativas, o que favorece o acúmulo de bactérias - esses microrganismos podem utilizar a perfuração do piercing como porta de entrada para infecções de ordem sistêmica, podendo gerar sérios comprometimentos no organismo do individuo.

Muitos pacientes que possuem piercings em lábios podem desenvolver defeitos na região do atrito da peça com o dente e/ou com a gengiva. Por ser sólido (aço cirúrgico, na maioria das vezes), o piercing promove fricção com a superfície da gengiva e do dente, provocando retração gengival, exposição da raiz, ou até mesmo, desgaste dos tecidos dentais. 

Quando o uso dos piercings está aliado a jovens que têm o hábito de fumar, o risco ao desenvolvimento de doenças bucais é ainda maior. Na maioria das vezes, o indivíduo que aplica esse tipo de peça não tem o costume de ir ao dentista ou de escovar os dentes. Geralmente os pacientes que possuem piercings somente deixam de utilizá-los após se confrontarem com os danos causados por eles.

O malefício provocado pelo acessório foi comprovado recentemente por um estudo realizado na Universidade de Buffalo, nos Estados Unidos, e publicado recentemente no periódico cientifico ‘Journal of Clinical Orthodontics’. O piercing também pode mudar a disposição da língua, alterar a posição dos dentes (criando espaços entre eles), além de provocar infecções e hemorragias. Quem usa aparelhos corre também o risco de prender o acessório e sofrer ferimentos. 

Mas, para quem deseja colocar piercings nos dentes sem prejudicar a saúde, há uma alternativa mais benéfica. É um cristal colocado sobre a superfície do esmalte, com um adesivo especial, sem qualquer tipo de desgaste - esse tipo de acessório não traz prejuízos aos tecidos dentais - e torna-se uma boa opção para quem quer investir em um sorriso diferente.
Piercing no dente, este pode!!!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Sorrisão #15

Não poderia faltar o sorriso desta personagem tão importante! 
É impossível não saber de quem se trata este sorrisão!
Para não ter dúvidas coloquei várias fotos do mesmo sorriso, porque ela merece este destaque!



Se você ainda não sabe que é, clique nas imagens!

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Protetor Bucal para Esportistas


Os traumatismos dentários ocorrem com freqüência durante a prática de esportes. Segundo uma estimativa da National Youth Sports Foundation, mais de 5 milhões de dentes são perdidos devido as atividades esportivas, anualmente. Conforme um estudo da American Dental Association – ADA, mais de 200 mil traumas orais são evitados graças aos protetores bucais. Os protetores bucais mantém os tecidos moles separados dos dentes, prevenindo a laceração dos lábios contra os dentes durante o impacto, além de reduzir e distribuir forças dos impactos frontais diretos que, de outro modo, causariam fraturas. 

O que é um protetor bucal?
Um protetor bucal é um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto. Os protetores bucais devem ser usados sempre que a pessoa participa de atividades esportivas que envolvam a possibilidade de quedas, contatos físicos bruscos ou choques com objetos voadores, tais como futebol, basquetebol, beisebol, rugby, hóquei, skates, ginástica, ciclismo ou qualquer atividade que possa produzir ferimentos na área da boca. Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios ou qualquer outro dano à boca. Se você estiver usando aparelho ou prótese dentária na arcada inferior, é provável que seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

Quais os tipos de protetores?
Existem, basicamente, dois tipos de protetores bucais: o "ferve-e-morde" e o personalizado.
Eles são usados na arcada dentária superior, o local mais vulnerável aos traumas. Se o atleta usa aparelho ortodôntico fixo, o protetor é colocado em ambas as arcadas, pois a possibilidade de ferimentos é maior.
O "ferve-e-morde" é um protetor bucal feito de silicone, vendido em lojas de material esportivo, em tamanho único. Para usá-lo, o esportista precisa adaptá-lo à sua boca. É necessário que o atleta fique de boca fechada durante a competição para que o protetor não caia. Esse aparelho dá uma falsa sensação de segurança. Como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos nos desportistas.
O protetor bucal personalizado é um aparelho bem mais sofisticado. Trata-se de uma placa de silicone prensada sobre o modelo de gesso. Pelo fato de ser confeccionado sobre o modelo da arcada, adapta-se perfeitamente à boca, oferecendo maior conforto e maciez. Podendo ser colorido ou transparente.
Para colocá-lo o atleta necessita fazer, no mínimo, duas consultas. A primeira é um exame clínico para avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações. Também, nessa fase, costuma-se fazer a moldagem da arcada superior e escolhe-se a cor. A segunda serve para a colocação do protetor e ajustes, caso sejam necessários.
Os protetores orais pré fabricados não se ajustam com tanta precisão ao maxilar como os protetores fabricados sob medida e interferem na capacidade de respirar e falar. Como devem ser aquecidos em água e modelados diretamente na boca, na maioria dos casos as pessoas mordem errado e ficam com o protetor defeituoso, mais espesso de um lado e menos espesso do outro, causando assim uma falsa proteção e um enorme desconforto. 
Protetores Pré-fabricados, vendidos em lojas de artigos esportivos, podem dificultar a respiração e fonação além de não se adaptarem corretamente nos dentes, podendo cair.
De uma simples caminhada até um esporte de alto impacto, os protetores são sempre recomendados. Eles podem ser fabricados em 3 níveis de proteção. Confira as indicações, e características dessas diferentes opções de protetor na tabela a seguir: 

·        Leve
Indicação: academia, caminhada, corrida, ciclismo, hipismo, futebol, voleibol, handbol, etc.
Espessura: 1 camada de 1,5 a 3,0mm
Material: E.V.A.



·        Médio
Indicação: luta livre, judô, basquete, beisebol, MotoCross, skate, patins, etc.
Espessura: 2 camadas de 1,5 a 3,0mm cada, total 23,0 a 5,0mm
Material: E.V.A.

·        Pesado
Indicação: profissional, boxe, vale tudo, karatê, etc.
Espessura: 1ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.); 2ª camada de 0,5 mm (polietileno, material rígido); 3ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.)



Quanto tempo dura um protetor bucal?
O ideal seria trocar seu protetor bucal a cada temporada porque, com o passar do tempo, se desgastam e o coeficiente de proteção se reduz. É importante que os adolescentes troquem seus protetores com certa freqüência porque tanto a boca quanto os dentes estão em fase de crescimento. Muitos esportistas pedem que seu dentista faça novos protetores sempre que fazem a revisão dentária, a cada seis meses.
Cristiano Ronaldo