sábado, 9 de abril de 2011

Endocardite Bacteriana

O que é endocardite bacteriana?
É uma infecção causada por bactérias que entram na corrente sanguínea e atingem o coração. É uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio) ou das válvulas cardíacas. A endocardite é um problema grave e às vezes fatal. Duas coisas fazem com que ocorra: bactérias e um coração enfraquecido.
Pessoas com alguns defeitos cardíacos têm maior risco de desenvolver a endocardite bacteriana. Felizmente, para a maioria das pessoas, é simples evitá-la, mantendo uma boa higiene dental. Escovação, uso do fio dental e visitas ao dentista ajudam a manter a saúde bucal e evitando que o dente e a gengiva tenham infecções que possam levar à endocardite. 

Qual é o papel das bactérias?
Certas bactérias normalmente vivem em partes do seu corpo. Elas vivem dentro ou sobre a boca e sistema respiratório superior, o trato intestinal e urinário, a pele.
As bactérias podem entrar na corrente sanguínea, isto é chamado de bacteremia. Estas bactérias podem atingir válvulas cardíacas anormais ou de tecido cardíacos danificados. Se isso acontecer, elas podem danificar ou destruir as válvulas cardíacas. 
As válvulas cardíacas são importantes para guiar o fluxo através do coração. Elas funcionam como portas de manter o sangue fluindo em uma direção. Se forem danificados os resultados podem ser muito graves.
Uma breve bacteremia é comum após alguns procedimentos invasivos, certas cirurgias e procedimentos odontológicos são exemplos, e nem todas as bactérias causam endocardite bacteriana.

Qual o papel do coração?
Pessoas com coração em estado de saúde normal não correm risco de ter endocardite bacteriana. Quem apresentar problemas cardíacos preexistentes estão em risco de ter endocardite quando uma bacteremia ocorre. As condições cardíacas que colocam as pessoas em maior risco incluem: história de endocardite; válvulas cardíacas danificadas (cicatrizes) por doença reumática ou outra; alguns tipos de defeitos cardíacos congênitos; cardiomiopatia hipertrófica (aumento do coração); transplante de coração que mais tarde desenvolve uma anormalidade das válvulas do coração.
Pessoas que já tiveram endocardite bacteriana estão em alto risco de desenvolve-la novamente, mesmo quando não há doença cardíaca. Alguns defeitos cardíacos congênitos podem ser reparados com sucesso cirúrgico e a pessoa não estará mais em risco para a endocardite.

Como a endocardite bacteriana pode ser evitada?
Nem todos os casos podem ser evitados, isso porque nem sempre se sabe quando uma bacteremia ocorre.
Para pacientes cujo coração apresenta condições de colocá-los ao mais alto risco de desenvolver endocardite bacteriana, a American Heart Association recomenda antibióticos antes de certos procedimentos odontológicos.

Papel do odontólogo frente avaliação dentária em pacientes sabidamente com alterações cardíacas
Questionamentos do profissional com paciente devem incluir perguntas sobre sopros cardíacos, cardiopatia reumática, infecções das válvulas cardíacas, cirurgias cardíacas e febre reumática. O profissional odontólogo deve entrar em contato com o profissional médico, indagando sobre a necessidade de profilaxia antes de um tratamento. 
Para o cirurgião-dentista, normalmente alguns quadros requerem maior atenção, tais como: 
  • Cirurgia cardiovascular, febre reumática e sopro cardíaco. 
Com exceção de cirurgias de reparação de defeitos de septo atrial não complicados, cirurgias de marcapasso permanente, derivações de a. coronárias não necessitam de profilaxia na ausência de outras lesões conhecidas. 
Em quadro de febre reumática, normalmente exige dose de penicilina por via oral em dose reduzida como padrão contínuo para evitar recidiva da febre reumática, entretanto, inadequada para profilaxia da endocardite bacteriana.
Ausência de comprometimento valvular conhecido em pacientes com febre reumática não exigem profilaxia para endocardite, contudo, existem controvérsias na literatura, sendo a melhor postura uma consulta com o médico para determinar necessidade ou não de profilaxia. 
Sopro não requer profilaxia, entretanto, avaliação e consulta ao médico faz-se necessária e oportuna, pois o sopro pode estar ocultando uma patologia de maior significado clínico. 
Procedimentos que fazem necessária uma profilaxia antibacteriana
Qualquer procedimento que induza sangramento. Exemplo: 
  • Manipulação invasiva como exodontias até uma manipulação não invasiva como limpeza profissional; 
  • Anestesias não requerem profilaxia, com exceção de intraligamentar, utilizada eventualmente em atos de cirurgias de exodontias. 
O esquema profilático padrão ou alternativo depende do tipo de intervenção profissional, das condições de saúde oral e principalmente do risco associado com a patologia cardiovascular.