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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Protetor Bucal para Esportistas


Os traumatismos dentários ocorrem com freqüência durante a prática de esportes. Segundo uma estimativa da National Youth Sports Foundation, mais de 5 milhões de dentes são perdidos devido as atividades esportivas, anualmente. Conforme um estudo da American Dental Association – ADA, mais de 200 mil traumas orais são evitados graças aos protetores bucais. Os protetores bucais mantém os tecidos moles separados dos dentes, prevenindo a laceração dos lábios contra os dentes durante o impacto, além de reduzir e distribuir forças dos impactos frontais diretos que, de outro modo, causariam fraturas. 

O que é um protetor bucal?
Um protetor bucal é um aparelho que se encaixa nos dentes para protegê-los de qualquer tipo de impacto. Os protetores bucais devem ser usados sempre que a pessoa participa de atividades esportivas que envolvam a possibilidade de quedas, contatos físicos bruscos ou choques com objetos voadores, tais como futebol, basquetebol, beisebol, rugby, hóquei, skates, ginástica, ciclismo ou qualquer atividade que possa produzir ferimentos na área da boca. Os protetores bucais geralmente cobrem os dentes superiores e são projetados para evitar a fratura de dentes, corte nos lábios ou qualquer outro dano à boca. Se você estiver usando aparelho ou prótese dentária na arcada inferior, é provável que seu dentista sugira o uso de protetor bucal nos dentes inferiores também.

Quais os tipos de protetores?
Existem, basicamente, dois tipos de protetores bucais: o "ferve-e-morde" e o personalizado.
Eles são usados na arcada dentária superior, o local mais vulnerável aos traumas. Se o atleta usa aparelho ortodôntico fixo, o protetor é colocado em ambas as arcadas, pois a possibilidade de ferimentos é maior.
O "ferve-e-morde" é um protetor bucal feito de silicone, vendido em lojas de material esportivo, em tamanho único. Para usá-lo, o esportista precisa adaptá-lo à sua boca. É necessário que o atleta fique de boca fechada durante a competição para que o protetor não caia. Esse aparelho dá uma falsa sensação de segurança. Como não se adapta perfeitamente à boca, pode causar ferimentos nos desportistas.
O protetor bucal personalizado é um aparelho bem mais sofisticado. Trata-se de uma placa de silicone prensada sobre o modelo de gesso. Pelo fato de ser confeccionado sobre o modelo da arcada, adapta-se perfeitamente à boca, oferecendo maior conforto e maciez. Podendo ser colorido ou transparente.
Para colocá-lo o atleta necessita fazer, no mínimo, duas consultas. A primeira é um exame clínico para avaliação de suas condições bucais, tipo de mordida, se usa aparelho ortodôntico e outras informações. Também, nessa fase, costuma-se fazer a moldagem da arcada superior e escolhe-se a cor. A segunda serve para a colocação do protetor e ajustes, caso sejam necessários.
Os protetores orais pré fabricados não se ajustam com tanta precisão ao maxilar como os protetores fabricados sob medida e interferem na capacidade de respirar e falar. Como devem ser aquecidos em água e modelados diretamente na boca, na maioria dos casos as pessoas mordem errado e ficam com o protetor defeituoso, mais espesso de um lado e menos espesso do outro, causando assim uma falsa proteção e um enorme desconforto. 
Protetores Pré-fabricados, vendidos em lojas de artigos esportivos, podem dificultar a respiração e fonação além de não se adaptarem corretamente nos dentes, podendo cair.
De uma simples caminhada até um esporte de alto impacto, os protetores são sempre recomendados. Eles podem ser fabricados em 3 níveis de proteção. Confira as indicações, e características dessas diferentes opções de protetor na tabela a seguir: 

·        Leve
Indicação: academia, caminhada, corrida, ciclismo, hipismo, futebol, voleibol, handbol, etc.
Espessura: 1 camada de 1,5 a 3,0mm
Material: E.V.A.



·        Médio
Indicação: luta livre, judô, basquete, beisebol, MotoCross, skate, patins, etc.
Espessura: 2 camadas de 1,5 a 3,0mm cada, total 23,0 a 5,0mm
Material: E.V.A.

·        Pesado
Indicação: profissional, boxe, vale tudo, karatê, etc.
Espessura: 1ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.); 2ª camada de 0,5 mm (polietileno, material rígido); 3ª camada de 1,5 a 3,0mm (E.V.A.)



Quanto tempo dura um protetor bucal?
O ideal seria trocar seu protetor bucal a cada temporada porque, com o passar do tempo, se desgastam e o coeficiente de proteção se reduz. É importante que os adolescentes troquem seus protetores com certa freqüência porque tanto a boca quanto os dentes estão em fase de crescimento. Muitos esportistas pedem que seu dentista faça novos protetores sempre que fazem a revisão dentária, a cada seis meses.
Cristiano Ronaldo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Profilaxia Dental

Mencionada pelos Dentistas pelo nome técnico de profilaxia (por limpar também embaixo das gengivas) é a maneira de assegurar-se, de tempos em tempos, que a placa bacteriana não está instalada em seus dentes, por limitações de higiene oral, o que chega a originar o tártaro (cálculo). Isto acontece principalmente nas regiões mais difíceis de serem acessadas como a parte do dente que fica embaixo das gengivas, que é justamente onde mais costuma acontecer a formação da placa bacte­riana. Nesta região, além de cáries, poderão acontecer inflamações que levam a gengiva a desgrudar-se do dente, deixando esta área mais vulnerável e permitindo, com isso, que se inicie uma perda do osso que ajuda a sustentar os dentes, junto com os ligamentos que existem ao seu redor. Outra região que costuma acumular placa é a localizada entre os dentes, que é por este motivo, de difícil acesso à escova.

Estas limpezas não substituem as que devem ser feitas quatro vezes ao dia pelo próprio paciente e devem acontecer num prazo maior ou menor, justamente em função da capacidade e dedicação de cada um na limpeza doméstica. Os Dentistas usam como recurso para realizar a profilaxia, um tipo de corante que deixa a região com placa bem evidenciada e lançam mão de recursos mais eficazes tais como um jato de pó de bicarbonato de sódio e um outro com pontas apropriadas que vibram por um aparelho de ultra-som. Além disto eles tem instrumentos chamados de curetas, em formas adequadas para remover placa e tártaro em lugares difíceis, procurando deixar a superfície dos dentes novamente limpa e lisa, de forma que a higiene do paciente volte a ser mais fácil. As limpezas feitas por Dentistas terminam com polimento dos dentes para esta finalidade e para remover manchas causadas pelo fumo e pelos corantes artificiais de balas e alimentos.

A profilaxia ajuda a manter sua boca mais asséptica e sadia, melhorando a sensação agradável de uma boca bem higienizada, fator importante na motivação para a manutenção ideal da saúde bucal. Colabora também no visual de seu sorriso, pois, eliminando manchas e escurecimento dos dentes, a aparência melhora e com ela a vontade de manter os dentes sempre brancos e limpos. A redução da quantidade de bactérias da cavidade bucal com a retirada de placa e tártaro dos dentes, locais onde elas se concentram, diminui a chance de elas se espalharem para outras partes do corpo, onde podem ser também nocivas, como na corrente sanguínea, causando a endocardite bacteriana com riscos de enfar­te. Tudo isso sem mencionar o benefício imediato que é a diminuição do número de cáries, consequência primeira da presença da placa bacteriana.

Como a formação da placa é um processo lento, progressivo e quase imperceptível, não existe um momento certo ou mais adequado para a realização da limpeza profilática. Para evitar as consequências da placa, o certo é realizar visitas, a cada período de seis meses, ao seu dentista. Não tendo outro tratamento por realizar, boa iniciativa é aproveitar esta visita para fazer uma profilaxia. É coisa rápida, de baixo custo e com efeitos perceptíveis imediatamente, pois dá à sua boca uma sensação de limpeza e frescor. O seu Dentista, além de capacitado, é o mais indicado para realizar esta limpeza e definir por seus cuidados de higienização, definindo qual a periodicidade ideal para as próximas consultas e profilaxias. De todos os procedimentos odontológicos, a limpeza é um dos mais baratos, um dos mais preventivos e maneira segura de saber se você tem algum outro tratamento nos dentes por realizar. Não deixe de fazê-la. Tendo dificuldade de lembrar, associe as férias escolares como elemento de referência, sendo este um bom período, por não ser época que os consultórios costumam estar muito movimentados.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cárie de Mamadeira


A cárie de mamadeira, doença que afeta bebês, é um problema que assola crianças do mundo inteiro. Pouca gente sabe, mas o leite materno pode provocar a cárie de mamadeira, caso não haja uma higienização adequada, realizada posteriormente a mamada. Está relacionada à ingestão de líquidos açucarados durante a noite. Ou seja, aquela história de que não devemos dormir sem escovar os dentes também vale para os pequeninos. Depois da mamada, o leite fica estagnado na boca da criança. Além disso, a salivação da criança diminui durante o sono. Esses fatores, associados a uma má higiene da boca, fazem com que a cárie se desenvolva muito rapidamente, causando grandes estragos nos dentes das crianças.

Para prevenir a cárie de mamadeira é necessário que a mãe e a criança tenham uma orientação e entendam o que é a doença cárie e como combate-la. Dados mostram que aos 3 anos de idade, 60% das crianças já tiveram cárie, portanto a prevenção deve começar antes. Deve-se iniciar com orientações às gestantes, e acompanhar a criança desde o nascimento do primeiro dente.

A cárie é uma doença infecciosa, transmissível e multifatorial, ou seja, depende de vários fatores para o seu desenvolvimento, o principal é o hábito, ou melhor a higiene bucal e a dieta. Os primeiros sinais da cárie são manchas brancas e opacas que, caso o processo não seja interrompido, evoluem para uma cavitação - perda de estrutura do dente. A cárie de mamadeira pode afetar todos os dentes, mas acomete inicialmente os incisivos superiores (dentes da arcada superior localizados na região anterior). Mais tarde poderá atingir os molares ("dentes do fundo"), progredindo segundo a seqüência de erupção dos dentes.

Para evitar isso, é importante que a mãe não adicione açúcar ao leite da mamadeira e evite que a criança durma logo depois de mamar. Deve-se ainda escovar o dente da criança depois de cada mamadeira, e antes de dormir a escovação deve ser reforçada com um pouco de pasta de dente, já que o período da noite é o mais crítico para o surgimento de cáries. Com o tempo, a mamadeira deve ser substituída gradativamente por líquidos no copo. Para as crianças pequenas que ainda não sabem escovar os dentes, os especialistas recomendam a aplicação, uma vez ao dia, de quatro gotas de flúor em cada ponta de um cotonete para fazer massagem, limpar os dentes e a gengiva do bebê, ou ainda, uma limpeza mais fácil e prática com uma gaze e água, massageando a gengiva do bebê.

Em caso de qualquer dúvida procure um dentista - ele é um profissional habilitado e terá prazer em contribuir para que seu filho cresça e se desenvolva de forma saudável.

Dentição decídua saudável

Cárie em estágio inicial devido ao uso de mamadeira em criança de 2 anos.

Cárie atingiu todas as faces dos dentes.

Flúor


O que é o Flúor?

O flúor é um mineral natural largamente distribuído pela natureza. É um elemento relativamente comum, compondo algo em torno de 0,065% do peso da crosta terrestre, sendo o décimo terceiro elemento em abundancia, mais comum que o cloro. Na sua forma natural é encontrado sob a forma de gás, mas como possui alta reatividade química, o flúor se associa a outros elementos formando compostos. Na forma de fluoreto é incorporado na estrutura do osso e dos dentes. Estes compostos possuem a capacidade de interferir no processo de desmineralização e remineralização do esmalte dentário.

Alguns alimentos contém flúor, assim como a água fornecida pelas empresas de serviço público. Para a sua utilização na fluoretação da água de abastecimento no Brasil estão regulamentados o Fluoreto de Sódio, a própria Fluorita, e sendo os mais adotados o Ácido Fluossilíco e o Fluoreto de Sódio.


Como o flúor atua?

O esmalte dentário contém mais flúor sob a forma de fluoreto de cálcio. Um suprimento de flúor é essencial à formação adequada do esmalte e qualquer deficiência a este respeito resultará em esmalte pouco denso e de qualidade inferior. O mecanismo de ação do flúor pode ser explicado pelo aumento da resistência do esmalte à desmineralização durante o desafio cariogênico, pelo aumento da velocidade de maturação pós-eruptiva do esmalte, pela remineralização das lesões, pela interferência no metabolismo dos microorganismos e também pela redução da profundidade de sulcos e fissuras.

O uso do flúor na odontologia sempre incomodou a vários setores da sociedade, sendo científicos ou até mesmo políticos. Sempre houve resistência e uma séria oposição contra a fluoretação da água. O que se pode constatar e garantir para a população é que a água tratada e fluoretada, mantida nas condições físico-químicas ideais e com uma concentração de flúor controlada através da vigilância epidemiológica, é um agente promotor de saúde bucal. 

O uso tópico do flúor deve ser empregado durante e após a erupção dos dentes. A aplicação local direta de flúor é mais importante que a sistêmica. Dentifrícios, soluções para bochechos, soluções ou géis para aplicação tópica e vernizes fluoretados, além da incorporação em materiais de uso odontológico, são algumas formas de apresentação do flúor de ação tópica.

O fluoreto pode agir no controle da cárie dentária por interferir nos processos de Des e Re, atuar na mineralização pós-eruptiva e por inibir o metabolismo bacteriano. Todas essas ações do fluoreto sofrem interferência da sua concentração, pH, composição e tipo de veículo no qual ele está contido.

O fluoreto não “previne” à cárie dentária, já que não tem significativa influência sobre os fatores etiológicos (estrutura dentária, dieta ou bactérias). Na verdade, o fluoreto “controla” o aparecimento da lesão de cárie clinicamente, por interferir na dinâmica DES e RE. A atividade constante do fluoreto na interface biofilme/esmalte é mais importante para reduzir a solubilidade do esmalte que a alta concentração de fluoreto incorporado nos cristais de esmalte. Atualmente, o acesso ao fluoreto no ambiente bucal por meio da água e dentifrícios fluoretados, que são os métodos mais utilizados, consegue cumprir seu papel no controle da cárie dentária para a maioria dos indivíduos. No entanto, no panorama mundial, a cárie se encontra polarizada, havendo ainda hoje alguns pacientes com alta atividade da doença. Nesses pacientes, o conhecimento do tempo necessário para o término das reservas de fluoreto, de terapias para aumentar a concentração de fluoreto presente, assim como de agentes ou outros íons capazes de potencializar os seus efeitos, deve ser intensificado.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Erosão Ácida

A erosão é um tipo de lesão não cariosa que se desenvolve como conseqüência da perda de estrutura dental causada por ação química, sem o envolvimento de bactérias e pode ter origem intrínseca ou extrínseca.

CAUSAS
     Os fatores causadores extrínsecos são: dieta (frutas, bebidas ácidas), meio ambiente (indústrias químicas, piscinas cloradas) e medicamentos (vitamina C, aspirina, ácido clorídrico).
     Os fatores intrínsecos são: doenças que provocam regurgitação do suco gástrico,cujo pH está em torno de 2,3, em pacientes que apresentam bulimia, anorexia nervosa e refluxo gastroesofágico.
     Trabalhos recentes têm mostrado que os alimentos, em especial as bebidas ácidas, são os que mais têm relação com a ocorrência da erosão dentária, como resultado do contato freqüente destes com os dentes.

A etiologia da Erosão é multifatorial.

         Os fatores podem ser divididos em: biológicos, químicos e comportamentais.

         Biológicos: características da cavidade bucal. A posição dentária, a anatomia do tecido mole, a qualidade do tecido dentário e as propriedades salivares podem estar envolvidas no processo erosivo, levando a um maior ou menor risco.

         Químicos: propriedades da bebidas que contribuem para o desenvolvimento da erosão – tipo e quantidade de ácidos, pH, capacidade tampão, concentração de fosfato, cálcio e fluoreto também irão influenciar no grau de erosão.

         Comportamentais: a freqüência, tempo e forma de consumo de bebidas, até mesmo hábitos de higiene bucal.


SINAIS
                    Estados iniciais:
         sensibilidade no momento do consumo de comidas ou bebidas frias;
         aspecto arredondado da superfície do dente;
       os dentes tornam-se amarelados à medida que os ácidos desgastam o esmalte e a dentina subjacente vai sendo exposta.

                    Estados avançados:
         coloração ainda mais escura dos dentes;
         transparência dos bordos incisais;
         pequenos traços de fratura nos bordos incisais;
         sensibilidade severa;
         pequenas fossas na superfície dos dentes.

BIOQUÍMICA DA EROSÃO DENTÁRIA
                    O mecanismo bioquímico da erosão é definido como uma desmineralização da estrutura dentária devido à ação de ácidos não oriundos de microrganismos. O potencial de ataque erosivo está intimamente correlacionado com a acidez – pH da solução que entraria em contato com o dente.

              No esmalte, 85% de seu volume é composto por hidroxiapatita.
»         pH crítico -  5,5

              Na dentina a quantidade de minerais é bem menor em função da presença das fibras colágenas, desta forma 47% de seu volume corresponde à hidroxiapatita.
»         pH crítico – 6,5
O ataque ácido provoca a desmineralização da estrutura dentária, ou seja, dissolução dos cristais de apatita que pode resultar na lesão superficial.

A um nível crítico, a erosão dentária leva a perda irreversível de suas estruturas, se tornando mais suscetível à abrasão e atrição, devido ao amolecimento das estruturas de superfície – o esmalte.

PREVENÇÃO

            Evitar escovar os dentes imediatamente após o consumo de comidas ou bebidas ácidas - é preferível aguardar pelo menos 1 hora ou escovar antes de se alimentar; 
           
            Diminuição na frequencia de ingestãode bebidas ácidas. Quando consumir refrigerantes ou bebidas gaseificadas dê preferência ao uso de canudos - não as agite ou retenha por longos períodos na boca;

            A estimulação salivar após o consumo de bebidas ácidas, através do uso de chicletes, também tem mostrado um papel protetor em relação à erosão.

            O consumo de queijo e leite,após um ataque erosivo também pode ser considerado uma medida preventiva, já que apresentam alta concentração de cálcio, que favorece a remineralização da lesão.