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sábado, 15 de janeiro de 2011

Odontologia para Bebês

O BEBÊ PODE TER CÁRIE?

A prevenção das doenças bucais em bebês deve começar cedo. Isto porque bactérias cariogênicas já podem se instalar assim que o primeiro dente aparece na cavidade bucal do bebê, por volta dos seis meses de idade. A atenção odontológica deve começar ainda durante a gravidez, por meio de um trabalho educativo e curativo, se necessário, com as gestantes.

O pré-natal odontológico é importante e deve incluir o tratamento da gestante e as orientações sobre os cuidados que a mãe deve ter com a sua saúde oral, para que seu filho, que está para chegar, venha ao mundo com saúde.

“Se a mãe tiver cárie, ela pode transmitir a doença para o bebê”. O bebê nasce sem a bactéria que causa cárie, mas pode ser contaminado pelo contato com pessoas que lidam com ele. A mãe, ao assoprar a comida, ao usar o mesmo copo ou talheres que o bebê, ao morder um pedaço de alimento destinado ao bebê ou ao beijar a boca do filho pode contaminá-lo. A chupeta, quando cai no chão, deve ser esterelizada e jamais deve ser levada a boca da mãe ou do pai com a intenção de limpá-la.

A PRIMEIRA VISITA DO BEBÊ AO DENTISTA

Esta consulta deve ser após o aparecimento do primeiro dente, ou antes, se existir alguma dúvida em relação a saúde bucal, para que o bebê se familiarize com esse novo ambiente e, principalmente, para que possam ser implantados métodos preventivos.

Nesta consulta inicial é realizado um exame da boca, dentes e gengivas do bebê. O dentista orienta os pais qual a maneira mais apropriada para alimpeza dos dentes e gengivas. No caso, exige-se uma limpeza rápida e efetiva, utilizando-se escova infantil macia e / ou gaze ou dedeiras específicas. Indica-se ainda o tipo e a quantidade correta de pasta de dente. Além disso, o dentista pode avaliar e informar sobre a ocorrência de hábitos nocivos, como chupar bico ou dedo, identificar possíveis anomalias e as necessidades de flúor do bebê.

CÁRIE DE MAMADEIRA

Tão logo o dente aparece na boca a cárie pode se manifestar. O principal problema entre as crianças de um a três anos de idade é chamado de cárie de mamadeira. Isso pode acontecer quando os dentes do bebê são expostos a líquidos contendo açúcar por longos períodos de tempo, principalmente antes de dormir ou durante a madrugada. Este processo também pode acontecer se for utilizado bico umedecido em mel ou em outra substância que contenha açúcar.

A cárie de mamadeira, assim chamada, causa sofrimento ao bebê, pois pode desenvolver-se rapidamente, envolvendo, primeiro, os dentes anteriores superiores, gerando infecções e forte dor. Os dentes cariados devem ser tratados e, muitas vezes, necessitam de procedimentos complexos e extensivos para eliminar infecções que possam prejudicar a saúde do bebê / criança e também permitir que os dentes permanentes possam desenvolver-se em local sem infecção.

A HIGIENE DOS DENTES DO BEBÊ

O melhor método para evitar cárie em dentes jovens é começar cedo com uma boa higiene bucal. Até mesmo antes dos dentes aparecerem, os pais devem limpar as gengivas da criança com gaze ou dedeira. A escova, pequena e macia, deve ser utilizada com uma pequena quantidade de pasta assim que o primeiro dente aparece na cavidade bucal. A quantidade de pasta utilizada pelo bebê deve ser pequena, não maior que um grão de lentilha. A pasta possui flúor, muito importante para a proteção dos dentes, mas que se utilizada em excesso e deglutida pode trazer conseqüências indesejáveis para a saúde do bebê. A higienização deve ser realizada pela mãe ou pelo pai ao menos uma vez por dia, de preferência à noite, antes de dormir. O ideal é três vezes ao dia.

A ERUPÇÃO DOS DENTES DO BEBÊ
Sinais que indicam o aparecimento dos dentes:

Se o bebê coloca tudo na boca, geme ou chora com freqüência, está salivando demasiadamente, provavelmente algum dente está irrompendo. Se a gengiva estiver irritada, avermelhada e inchada, ou se você puder sentir ou mesmo ver a ponta de um dente surgindo, então o dente do bebê está na fase de erupção.

Outros sintomas, como irritação, febre, náusea, falta de apetite e diarréia muitas vezes estão presentes durante a erupção dos dentes. Esta, no entanto, não é a única razão para o aparecimento destes sintomas. Assim uma consulta com o odontopediatra e com o pediatra pode ser importante.

OS DENTES DO BEBÊ

O primeiro dente a aparecer na boca é geralmente o incisivo central inferior, por volta do sexto mês. Depois em ordem aparecem os: incisivos centrais superiores, incisivos laterais inferiores, incisivos laterais superiores e mais adiante vem os primeiros molares, os caninos. Por ultimo aparecem os segundos molares até completar 20 dentes de leite. Em algumas crianças os dentes aparecem cedo, outras demoram muito para tê-los. Cada bebê tem a sua programação individual para a erupção dos dentes. De uma forma geral, as meninas tendem a ter seus dentes irrompidos mais cedo que os meninos.

 POR QUE OS DENTES DE LEITE SÃO IMPORTANTES?

Muitos acham que os dentes decíduos (de leite) não são importantes porque posteriormente serão trocados pelos dentes permanentes, mas isto não é verdade. Ao contrário, a manutenção de todos os dentes de leite é necessária por eles serem importantes para:
- a mastigação e digestão dos alimentos;
- o desenvolvimento dos músculos da face;
- ajuda a fala;
- para um sorriso bonito (estética);
- para guardar espaço e orientar a erupção correta dos dentes permanentes.    

segunda-feira, 15 de março de 2010

Cárie de Mamadeira


A cárie de mamadeira, doença que afeta bebês, é um problema que assola crianças do mundo inteiro. Pouca gente sabe, mas o leite materno pode provocar a cárie de mamadeira, caso não haja uma higienização adequada, realizada posteriormente a mamada. Está relacionada à ingestão de líquidos açucarados durante a noite. Ou seja, aquela história de que não devemos dormir sem escovar os dentes também vale para os pequeninos. Depois da mamada, o leite fica estagnado na boca da criança. Além disso, a salivação da criança diminui durante o sono. Esses fatores, associados a uma má higiene da boca, fazem com que a cárie se desenvolva muito rapidamente, causando grandes estragos nos dentes das crianças.

Para prevenir a cárie de mamadeira é necessário que a mãe e a criança tenham uma orientação e entendam o que é a doença cárie e como combate-la. Dados mostram que aos 3 anos de idade, 60% das crianças já tiveram cárie, portanto a prevenção deve começar antes. Deve-se iniciar com orientações às gestantes, e acompanhar a criança desde o nascimento do primeiro dente.

A cárie é uma doença infecciosa, transmissível e multifatorial, ou seja, depende de vários fatores para o seu desenvolvimento, o principal é o hábito, ou melhor a higiene bucal e a dieta. Os primeiros sinais da cárie são manchas brancas e opacas que, caso o processo não seja interrompido, evoluem para uma cavitação - perda de estrutura do dente. A cárie de mamadeira pode afetar todos os dentes, mas acomete inicialmente os incisivos superiores (dentes da arcada superior localizados na região anterior). Mais tarde poderá atingir os molares ("dentes do fundo"), progredindo segundo a seqüência de erupção dos dentes.

Para evitar isso, é importante que a mãe não adicione açúcar ao leite da mamadeira e evite que a criança durma logo depois de mamar. Deve-se ainda escovar o dente da criança depois de cada mamadeira, e antes de dormir a escovação deve ser reforçada com um pouco de pasta de dente, já que o período da noite é o mais crítico para o surgimento de cáries. Com o tempo, a mamadeira deve ser substituída gradativamente por líquidos no copo. Para as crianças pequenas que ainda não sabem escovar os dentes, os especialistas recomendam a aplicação, uma vez ao dia, de quatro gotas de flúor em cada ponta de um cotonete para fazer massagem, limpar os dentes e a gengiva do bebê, ou ainda, uma limpeza mais fácil e prática com uma gaze e água, massageando a gengiva do bebê.

Em caso de qualquer dúvida procure um dentista - ele é um profissional habilitado e terá prazer em contribuir para que seu filho cresça e se desenvolva de forma saudável.

Dentição decídua saudável

Cárie em estágio inicial devido ao uso de mamadeira em criança de 2 anos.

Cárie atingiu todas as faces dos dentes.

Flúor


O que é o Flúor?

O flúor é um mineral natural largamente distribuído pela natureza. É um elemento relativamente comum, compondo algo em torno de 0,065% do peso da crosta terrestre, sendo o décimo terceiro elemento em abundancia, mais comum que o cloro. Na sua forma natural é encontrado sob a forma de gás, mas como possui alta reatividade química, o flúor se associa a outros elementos formando compostos. Na forma de fluoreto é incorporado na estrutura do osso e dos dentes. Estes compostos possuem a capacidade de interferir no processo de desmineralização e remineralização do esmalte dentário.

Alguns alimentos contém flúor, assim como a água fornecida pelas empresas de serviço público. Para a sua utilização na fluoretação da água de abastecimento no Brasil estão regulamentados o Fluoreto de Sódio, a própria Fluorita, e sendo os mais adotados o Ácido Fluossilíco e o Fluoreto de Sódio.


Como o flúor atua?

O esmalte dentário contém mais flúor sob a forma de fluoreto de cálcio. Um suprimento de flúor é essencial à formação adequada do esmalte e qualquer deficiência a este respeito resultará em esmalte pouco denso e de qualidade inferior. O mecanismo de ação do flúor pode ser explicado pelo aumento da resistência do esmalte à desmineralização durante o desafio cariogênico, pelo aumento da velocidade de maturação pós-eruptiva do esmalte, pela remineralização das lesões, pela interferência no metabolismo dos microorganismos e também pela redução da profundidade de sulcos e fissuras.

O uso do flúor na odontologia sempre incomodou a vários setores da sociedade, sendo científicos ou até mesmo políticos. Sempre houve resistência e uma séria oposição contra a fluoretação da água. O que se pode constatar e garantir para a população é que a água tratada e fluoretada, mantida nas condições físico-químicas ideais e com uma concentração de flúor controlada através da vigilância epidemiológica, é um agente promotor de saúde bucal. 

O uso tópico do flúor deve ser empregado durante e após a erupção dos dentes. A aplicação local direta de flúor é mais importante que a sistêmica. Dentifrícios, soluções para bochechos, soluções ou géis para aplicação tópica e vernizes fluoretados, além da incorporação em materiais de uso odontológico, são algumas formas de apresentação do flúor de ação tópica.

O fluoreto pode agir no controle da cárie dentária por interferir nos processos de Des e Re, atuar na mineralização pós-eruptiva e por inibir o metabolismo bacteriano. Todas essas ações do fluoreto sofrem interferência da sua concentração, pH, composição e tipo de veículo no qual ele está contido.

O fluoreto não “previne” à cárie dentária, já que não tem significativa influência sobre os fatores etiológicos (estrutura dentária, dieta ou bactérias). Na verdade, o fluoreto “controla” o aparecimento da lesão de cárie clinicamente, por interferir na dinâmica DES e RE. A atividade constante do fluoreto na interface biofilme/esmalte é mais importante para reduzir a solubilidade do esmalte que a alta concentração de fluoreto incorporado nos cristais de esmalte. Atualmente, o acesso ao fluoreto no ambiente bucal por meio da água e dentifrícios fluoretados, que são os métodos mais utilizados, consegue cumprir seu papel no controle da cárie dentária para a maioria dos indivíduos. No entanto, no panorama mundial, a cárie se encontra polarizada, havendo ainda hoje alguns pacientes com alta atividade da doença. Nesses pacientes, o conhecimento do tempo necessário para o término das reservas de fluoreto, de terapias para aumentar a concentração de fluoreto presente, assim como de agentes ou outros íons capazes de potencializar os seus efeitos, deve ser intensificado.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Automedicação e Dor de Dente

É comum a prática da automedicação em casos de dor de dente.

A AUTOMEDICAÇÃO é a prática de ingerir medicamentos sem o aconselhamento e/ou acompanhamento de um profissional de saúde qualificado. Sendo que a maioria dos farmacêuticos não se preocupa em pedir a prescrição médica, principalmente aqueles com maior tempo de trabalho na área e menor qualificação profissional.

A DOR exerce um impacto tão grande em uma pessoa, que, muitas vezes, a leva a se automedicar. Levando em consideração que a DOR DE DENTE é uma das mais prevalentes entre a população e também uma das mais incômodas. Não é fácil suportar a dor de dente. A automedicação pode promover um alívio momentâneo e a dor poderá voltar depois de algumas horas. Isso ocorre pois a causa do problema não foi tratada, podendo ser uma cárie, por exemplo.

Com os cuidados dentários atuais e checkups regulares, a torturante dor de dente não é mais tão comum quanto antigamente. No entanto, sentir qualquer dor nos dentes É UM SINAL QUE NÃO DEVE SER IGNORADO, mesmo que ela desapareça sozinha.

Alguns tipos de dor precisam da atenção imediata do dentista. Se você sentir uma dor forte quando morder, por exemplo, pode ser que tenha uma cárie, obturação solta, dente quebrado ou polpa danificada. A dor que permanece por mais de 30 minutos depois de comer comidas quentes ou frias também pode indicar dano na polpa, causada por cáries profundas ou traumas no dente. A dor de dente clássica, com dores fortes e constantes, inchaço e sensibilidade, é definitivamente um mau sinal.
 Se um dente dói a ponto de você não conseguir dormir ou interfere no seu dia-a-dia normal, É HORA DE LIGAR PARA O DENTISTA. O problema pode ser um abscesso dentário, que ocorre quando a polpa do dente morre, resultando em uma infecção que pode se espalhar para a gengiva e até mesmo para o osso.
Dores na polpa do dente são um pouco complicadas. Elas avisam que tem algo de errado, mas os nervos da polpa morrem rapidamente (em apenas 12 horas), e depois disso a dor desaparece. No entanto, em pouco tempo o dente começa a doer de novo, já que o tecido morto fica infectado ou com abscesso.
É POR ISSO QUE, DEIXAR O DENTISTA PARA DEPOIS, EM CASOS DE DOR DE DENTE PODE NÃO SER RECOMENDÁVEL. MAS SE FOR 3 DA MANHÃ OU DOMINGO À TARDE, VOCÊ PODE TOMAR AS MEDIDAS TEMPORÁRIAS A SEGUIR PARA LIDAR COM A DOR ATÉ PODER IR AO DENTISTA.

Tome aspirinas, paracetamol ou ibuprofen - são os mesmos comprimidos que você toma para as dores do dia-a-dia. Ibuprofen é a melhor opção, já que diminui a inflamação que pode acompanhar a dor de dente. 
Use óleo de cravos - você pode comprá-lo em uma farmácia. Siga as instruções de uso cuidadosamente, pois ingerir muito óleo pode causar envenenamento. Certifique-se de colocá-lo apenas no dente e NÃO na gengiva, senão a queimação que sentir vai fazer você esquecer da dor de dente em pouco tempo. Lembre-se de que o óleo de cravos não vai curar a dor de dente, apenas anestesiar o nervo temporariamente.
Diminua o inchaço - coloque uma compressa fria na bochecha se a dor de dente causar inchaço.
Alivie a dor - deixar um cubo de gelo ou água gelada na boca pode aliviar a dor. Pule esta opção se perceber que isto simplesmente aumenta ainda mais a sensibilidade.
Mantenha a cabeça elevada - elevar a cabeça diminui a pressão na área e pode reduzir a dor latejante.
Bocheche - a água não vai levar a dor embora (apesar deste ser um pensamento agradável), mas você pode bochechar água quente para remover qualquer resto de comida que pode estar causando ou piorando a dor. Um pedaço de comida que fica preso na gengiva pode doer tanto quanto polpa danificada. Misture uma colher de chá de sal em um copo de água quente e faça bochechos, expelindo a água em seguida.
Use fio dental - não, não é um remédio, mas usar o fio dental é outra maneira de remover os restos de comida que podem estar presos. A ponta de borracha da sua escova ou um palito de dentes (se usado com cuidado) ajudam a remover a comida também.
Tenha cuidado com comidas quentes, frias ou doces - elas podem piorar a dor e a sensibilidade.
Coloque gaze - se o dente ficar sensível ao ar, cubra-o com gaze ou com um pequeno pedaço de cera dental (disponível em muitas farmácias).


Fontes de pesquisa:


domingo, 21 de fevereiro de 2010

Higiene Oral

Como este blog está em seu início, achei interessante abordar temas básicos da Odontologia e de grande importância, de uma forma simples e direta!

Remover a placa bacteriana é a meta principal da higiene da boca.
Existem muitas maneiras de escovar os dentes, mas o importante é limpar TODOS os lados de TODOS os dentes, sempre pensando no principal: remover a placa. O fio dental completa o trabalho da escova, pois limpa onde ela não alcança: entre um dente e outro.

1-      O que é placa bacteriana?
A placa bacteriana é composta de bactérias vivas e restos alimentares, que aderem aos dentes provocando a cárie dentária e doenças da gengiva.
Apresenta-se como uma massa esbranquiçada nos dentes.
Podemos senti-la também quando passamos a língua sobre os dentes.

2-      Como a placa bacteriana causa cárie?
A partir do consumo de açúcares, a placa bacteriana produz ácidos que descalcificam o esmalte-dentário.

3-      Como a placa bacteriana causa a doença da gengiva?
A placa bacteriana agride a gengiva, deixando-a avermelhada, inflamada e com tendência ao sangramento espontâneo. Se a placa não for removida acontece a sua calcificação, chamada tártaro. Quando nossa gengiva sangra facilmente, ao mínimo toque ou na escovação normal, estamos diante de uma inflamação e não significa que ela esteja machucada.

4-      Como reduzir a placa bacteriana?
Devemos fazer uma boa limpeza dos dentes com uma escova adequada (macia) e fio dental. O fio dental é utilizado para limpar entre os dentes, onde normalmente a escova não alcança. Esta limpeza deve ser realizada após as refeições e, principalmente, antes de dormir.