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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ - Atendimento a Gestantes


PROTEÇÃO CONTRA RADIAÇÕES

Em tratamentos odontológicos, onde a avaliação radiográfica se faz necessária, deve-se utilizar avental de chumbo e protetor de tireóide; técnica precisa, uso de películas que necessitem menor tempo de exposição e soluções de processamento novas e limpas que auxiliam para que não sejam necessárias repetições de radiografias.

EXTRAÇÕES DENTÁRIAS

Procedimentos eletivos, como extrações de dentes retidos e para tratamentos ortodônticos devem ser protelados para após o parto, evitando assim o desconforto trans e pós-operatórios neste período tão delicado da mulher.

A RELAÇÃO ENTRE DOENÇAS GENGIVAIS E NASCIMENTO DE BEBÊS PREMATUROS COM BAIXO PESO

As gestantes portadoras de doença periodontal podem estar com sete vezes mais riscos de nascimento de um bebê prematuro e abaixo do peso normal.

Uma possível ligação entre infecção da gengiva e nascimento de bebês prematuros e abaixo do peso foi identificada em pesquisa conduzida por uma equipe de periodontistas, ginecologistas/obstetras e epidemiologistas da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA.

O aumento de sangramentos e fluidos gengivais e freqüentemente observado em gestantes e pode ser atribuído às mudanças hormonais e vasculares. Mesmo assim, devemos avaliar se não está havendo um maior descaso com a higiene oral.

O granuloma gravídico, que se apresenta como um crescimento localizado da gengiva, tem incidência entre 2 a 5% das gestantes. Ocorre como resposta exagerada a um agente irritante local ou trauma, localizando-se com maior freqüência na maxila, principalmente na região interdentária dos dentes anteriores. Tem a tendência de regredir espontaneamente a partir do 8º mês pela queda dos hormônios gestacionais.

O tratamento de bolsas periodontais deve ser iniciado após o tratamento supragengival e quando a paciente apresentar-se apta à realização de uma boa higiene bucal, exceto em urgências como abscessos. Cirurgias periodontais eletivas devem ser proteladas para após o parto.

RESTAURAÇÕES DENTÁRIAS

O tratamento restaurador definitivo é bem indicado em casos de paciente com atividade de cárie controlada ou problemas estéticos. Na presença de atividade cariogênica intensa, podemos optar por tratamento de adequação do meio bucal com cimento de ionômero de vidro, utilizando a técnica de restauração atraumática, para que a paciente tenha tempo para modificar seus hábitos.

TRATAMENTOS DE CANAL

Sempre que possível deve-se optar por tratamentos conservadores da polpa. A endodontia completa poderá ser realizada por profissionais experientes ou ser protelada para após o parto.

PRÓTESES

O tratamento protético pode ser realizada de forma provisória, evitando o inconveniente das moldagens e o longo tempo de atendimento.

USO DE MEDICAMENTOS PARA PROBLEMAS DENTÁRIOS

Anestésicos
Para os procedimentos odontológicos em pacientes gestantes, o anestésico mais seguro é à base de lidocaína com adrenalina. Para gestantes cardíacas recomenda-se anestésicos à base de lidocaína sem adrenalina. O uso de dois tubetes por sessão é bastante seguro.

Analgésicos
Os analgésicos do grupo do paracetamol são os mais seguros na gestação.

Antibióticos
Os antibióticos do grupo das penicilinas são seguros para pacientes que não apresentam alergias a este fármaco. Para pacientes alérgicas à penicilinas, utiliza-se a eritromicina do grupo estearato.
Antibióticos do tipo metronidazol e tetraciclina não podem ser utilizados durante a gestação nem amamentação.

Antiinflamatórios
Os antiinflamatórios não são recomendados durante a gestação.

Colutórios bucais
O uso de triclosan para a redução de inflamações gengivais pode ser administrado em bochechos três vezes ao dia. A clorexidina só deve ser prescrita no caso da paciente não apresentar condições motoras para a higienização oral mecânica.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ – Atividades Preventivas e Orientação sobre a Dieta


A gravidez é uma fase ideal para estabelecimento de bons hábitos, pois a gestante mostra-se psicologicamente receptiva em adquirir novos conhecimentos e a mudar padrões que provavelmente terão influencias no desenvolvimento da saúde do bebê.

Durante o período gestacional, os pais devem ser conscientizados quanto aos hábitos corretos de higiene bucal, visando o controle da cárie e a doença periodontal, com visitas periódicas ao dentista.

A partir do 4º mês de gestação inicia-se a formação do paladar do bebê. A gestante deve evitar a ingestão de alimentos açucarados que podem alterar o liquido amniótico e influenciar a preferência do futuro bebê. O consumo de açúcar na sua forma natural, encontrado nos vegetais e frutas, fornecem as vitaminas, minerais e calorias necessárias para a gestante e o bebê. Os açúcares extracelulares refinados ou não, como o açúcar branco, promovem grande absorção de calorias com aumento de insulina no sangue, não existindo qualquer beneficio nutricional. Há idéias populares de que as gestantes “precisam comer por dois”. Isto é um erro. O desenvolvimento do bebê exige um discreto aumento nutritivo, em torno de 300 calorias/dia, muito mais importante sob o aspecto qualitativo do que quantitativo.

A deficiência de proteínas, principalmente na vida intra-uterina, será responsável por alterações na saúde do futuro bebê como:
- diminuição do fluxo salivar;
- menor ação tampão da saliva;
- menor capacidade remineralizadora do esmalte;
- menor atividade antibacteriana da saliva;
- formação de dentes menores;
- erupção retardada dos dentes;
- aumento da susceptibilidade à cárie.

A deficiência de oligoelementos como ferro, cobre e molibdênio influenciam nas dimensões dentárias, morfologia e profundidade das fissuras oclusais dos dentes. A desnutrição durante a gestação pode levar ao retardo no nascimento dos dentes decíduos e erupção precoce dos permanentes. O álcool pode causar atraso no desenvolvimento das estruturas orais do feto. O fumo pode levar ao desenvolvimento de uma criança com baixo peso, com asma e outros problemas respiratórios.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

ODONTOLOGIA NA GRAVIDEZ


Muitas mães não têm a chance de fazer seus filhos crescerem sem cáries, pois simplesmente desconhecem que exista uma postura de prevenção e que ela é determinante neste processo. A chave para a mudança de comportamentos está na educação em saúde. Através dela, a futura mamãe poderá ampliar seus conhecimentos e responsabilizar-se pelos cuidados essenciais à manutenção da saúde bucal. O dentista trabalha no sentido de conscientizar a gestante sobre os cuidados com a saúde bucal materna e sua relação com o futuro bebê.

A crença que a mulher tem saúde abalada como situação inevitável durante a gestação pode ser um fator de dificuldade para a procura de cuidados odontológicos durante a gravidez. Por outro lado, há dentistas que, analisando o risco x beneficio, podem estar ainda defendendo a filosofia “somente emergências” para o tratamento de gestantes. Esta filosofia não é mais apropriada atualmente. As gestantes precisam de mais atenção odontológica, não menos. E isto é especialmente verdadeiro quando estamos falando de Odontologia Preventiva.

Este atendimento odontológico a gestantes consiste em:
- Descontaminação bucal com substâncias antimicrobianas;
- Aconselhamento dietético para saúde bucal materna / infantil;
- Aplicações de flúor de acordo com as necessidades individuais;
- Remoção de irritantes locais, como por exemplo, restaurações com excesso que possam estar agredindo a gengiva;
- Educação para a saúde a partir da realidade individual da gestante;
- Intervenções clínicas quando necessárias.


Toda mulher gestante deve incluir, na sua rotina de exames pré-natais, a avaliação odontológica para manutenção de sua saúde bucal e prevenção de intercorrências infecciosas que possam prejudicar a si e ao feto em formação.

O cirurgião-dentista está apto a fornecer várias orientações a respeito dos cuidados preventivos quanto à higiene dental, restrição do consumo de alimentos ricos em açúcar e transmissibilidade de cárie e outras doenças bucais de mãe para filho.