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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Clareamento Dental Interno


Gostou do belo sorriso?

Cada vez mais buscamos dentes saudáveis, bem alinhados, com cor, forma e textura adequadas. Contudo, é comum observarmos um certo escurecimento com o passar do tempo em dentes tratados endodonticamente, prejudicando a estética bucal. Esse problema pode ser facilmente resolvido com coroas unitárias, atingindo uma estética muito satisfatória. Entretanto, muitos pacientes desejam uma técnica mais conservadora, que não envolva desgaste da estrutura dentária. Como proceder então? Há outra alternativa? Sim, mas antes de optar pelo clareamento interno, entenda a técnica e os riscos presentes nesse tipo de tratamento.

Por que o dente tratado endodonticamente escurece?
Este escurecimento é associado a degradação do tecido pulpar resultante da ne­crose, hemorragia e falhas cometidas durante o tratamento endodôntico (como acesso coronário inadequado ou irrigação e debridamento insuficiente). Materiais restauradores contendo prata e/ou óxido de zinco e eugenol quando deixados em contato com a câmara pulpar por muito tempos também podem causar essa coloração acinzentada.

Há algum pre-requisito para fazer o clareamento?
  • O canal radicular deve estar devidamente obturado para não permitir que o agente clareador penetre em direção ao ápice;
  • A coroa deve estar relativamente intacta;
  • Deve haver norma­lidade periapical e periodontal no dente em questão;
  • Deve-se remover toda e qualquer dentina cariada e/ou amolecida além de substituir restaurações quando escurecidas;
  • Dentes que apresentam trincas no esmalte não devem ser clareados, pois o agente clareador poderá causar danos aos tecidos moles.
Dentes jovens são mais fáceis de clarear devido a sua maior permeabilidade. Além disso, a descolo­ração recente é mais facilmente removida.

Quais são as indicações?
  • Escurecimento após necrose;
  • Escurecimento em dentes jovens (devido ao diâmetro dos canalículos dentinários);
  • Dentes pigmentados por tetraciclina, despolpados, escurecimentos recentes.
Dentes traumatizados, pela possibilidade de reabsorção, possuem o prognóstico incerto!

Há algum efeito adverso? Sim!
  • Diminuição da resistência à fratura;
  • Reabsorção radicular externa;
  • Recidiva do manchamento.

Para que se tenha sucesso com clareamento dental o profissional deve ter o conhecimento do diagnóstico provável da alteração de cor e o mecanismo de ação das substâncias clareadoras, além de seguir uma metodologia eficiente e segu­ra do trabalho. Desta forma, obtém-se um resultado favorável, buscando a igualdade e harmonia de cor, devolvendo a estética do sorriso e a satisfação do paciente.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Trocas de restaurações metálicas por restaurações estéticas da mesma cor do dente



Conhecidas, popularmente, também como obturações, elas antigamente eram feitas somente com amálgama ou silicato, que, quase sempre, não lhe brindavam uma boa estética ou durabilidade. Elas restauram a parte dos dentes que teve de ser removida por estar cariada. Se forem na região anterior ou na face oclusal (a que se enxerga quando abrimos a boca), a questão estética é fundamental, visto que podem alterar nosso sorriso, para melhor ou para pior. Melhor se não aparecerem e pior se notarmos que existe a restauração.

Hoje existem resinas compostas que fazem com que suas restaurações sejam totalmente imperceptíveis. Além de corrigirem obturações feias ou antigas, permitem que se corrijam defeitos, fraturas, diastemas (espaços entre os dentes) e até alguns pequenos maus posicionamentos dos dentes. Acertam as cores, deixando-as como os demais dentes, ou ainda, através de colocação de facetas (como se fossem unhas postiças) corrigindo toda a estética do sorriso e mudando totalmente a sua fisionomia facial. O indicado para este tipo de trabalho é o especialista em dentística restauradora e, entre estes, os que dão ênfase à estética. Se suas restaurações antigas estão boas, não apresentam sensibilidade ao frio e ao calor, não existe outro motivo que não o estético para trocá-las. Isto é uma vantagem porque lhe permite escolher com tranqüilidade qual o momento certo para fazer a sua mudança facial e analisar com detalhes tudo o que você gostaria de mudar.

A troca de restaurações de amálgama por restaurações da cor do dente deve ser feita de modo consciente. O dentista deve avaliar qual o estado da atual restauração, bem como a presença de cárie, fraturas, profundidade da restauração e o tempo que já estão na boca. A avaliação deve ser feita clinicamente e também com auxilio de exames de raio X. Outro fator a ser avaliado é a posição das restaurações, se estão em um local onde são facilmente visualizadas em hábitos normais como falar, comer, bocejar, justificando assim, sua troca por restaurações mais estéticas. Em seguida é necessário que seja feita a orientação do paciente, quanto à indicação ou não da troca da restauração, prós e contras do procedimento, e deixar a cargo dele a decisão de fazê-lo ou não.

Quando a opção for por fazer a troca das restaurações, duas opções de materiais podem ser utilizados. O primeiro é a porcelana, o segundo são as resinas compostas. A restauração de porcelana pode ser executada apenas pelo método indireto, isto é, o dentista prepara o dente, molda, e a peça é fabricada pelo protético e em seguida cimentada pelo dentista. A resina composta pode ser usada pelo método direto, feita diretamente sobre o dente do paciente, em uma única sessão. O comportamento estético dos materiais é similar.

Vale ressaltar que as restaurações de amálgama geram uma pigmentação acinzentada do esmalte. Nos casos em que isto acontece, a troca da restauração melhora muito o problema estético sem, contudo, resolvê-lo completamente, pois para isso seria necessária a remoção completa do esmalte pigmentado, desgastando assim, esmalte sadio, perdendo estrutura dental, e o dente que estava bem pode vir a ter sensibilidade.

A manutenção das restaurações estéticas é basicamente a manutenção da saúde bucal do paciente. O controle da higiene bucal, as profilaxias periódicas, como também as reavaliações clínicas do estado das restaurações prolongam a vida útil desses trabalhos. Pequenos reparos de possíveis falhas como manchamento superficial e pequenas fraturas podem ser realizadas com facilidade pela mesma técnica adesiva usada na confecção das restaurações estéticas. 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Profilaxia Dental

Mencionada pelos Dentistas pelo nome técnico de profilaxia (por limpar também embaixo das gengivas) é a maneira de assegurar-se, de tempos em tempos, que a placa bacteriana não está instalada em seus dentes, por limitações de higiene oral, o que chega a originar o tártaro (cálculo). Isto acontece principalmente nas regiões mais difíceis de serem acessadas como a parte do dente que fica embaixo das gengivas, que é justamente onde mais costuma acontecer a formação da placa bacte­riana. Nesta região, além de cáries, poderão acontecer inflamações que levam a gengiva a desgrudar-se do dente, deixando esta área mais vulnerável e permitindo, com isso, que se inicie uma perda do osso que ajuda a sustentar os dentes, junto com os ligamentos que existem ao seu redor. Outra região que costuma acumular placa é a localizada entre os dentes, que é por este motivo, de difícil acesso à escova.

Estas limpezas não substituem as que devem ser feitas quatro vezes ao dia pelo próprio paciente e devem acontecer num prazo maior ou menor, justamente em função da capacidade e dedicação de cada um na limpeza doméstica. Os Dentistas usam como recurso para realizar a profilaxia, um tipo de corante que deixa a região com placa bem evidenciada e lançam mão de recursos mais eficazes tais como um jato de pó de bicarbonato de sódio e um outro com pontas apropriadas que vibram por um aparelho de ultra-som. Além disto eles tem instrumentos chamados de curetas, em formas adequadas para remover placa e tártaro em lugares difíceis, procurando deixar a superfície dos dentes novamente limpa e lisa, de forma que a higiene do paciente volte a ser mais fácil. As limpezas feitas por Dentistas terminam com polimento dos dentes para esta finalidade e para remover manchas causadas pelo fumo e pelos corantes artificiais de balas e alimentos.

A profilaxia ajuda a manter sua boca mais asséptica e sadia, melhorando a sensação agradável de uma boca bem higienizada, fator importante na motivação para a manutenção ideal da saúde bucal. Colabora também no visual de seu sorriso, pois, eliminando manchas e escurecimento dos dentes, a aparência melhora e com ela a vontade de manter os dentes sempre brancos e limpos. A redução da quantidade de bactérias da cavidade bucal com a retirada de placa e tártaro dos dentes, locais onde elas se concentram, diminui a chance de elas se espalharem para outras partes do corpo, onde podem ser também nocivas, como na corrente sanguínea, causando a endocardite bacteriana com riscos de enfar­te. Tudo isso sem mencionar o benefício imediato que é a diminuição do número de cáries, consequência primeira da presença da placa bacteriana.

Como a formação da placa é um processo lento, progressivo e quase imperceptível, não existe um momento certo ou mais adequado para a realização da limpeza profilática. Para evitar as consequências da placa, o certo é realizar visitas, a cada período de seis meses, ao seu dentista. Não tendo outro tratamento por realizar, boa iniciativa é aproveitar esta visita para fazer uma profilaxia. É coisa rápida, de baixo custo e com efeitos perceptíveis imediatamente, pois dá à sua boca uma sensação de limpeza e frescor. O seu Dentista, além de capacitado, é o mais indicado para realizar esta limpeza e definir por seus cuidados de higienização, definindo qual a periodicidade ideal para as próximas consultas e profilaxias. De todos os procedimentos odontológicos, a limpeza é um dos mais baratos, um dos mais preventivos e maneira segura de saber se você tem algum outro tratamento nos dentes por realizar. Não deixe de fazê-la. Tendo dificuldade de lembrar, associe as férias escolares como elemento de referência, sendo este um bom período, por não ser época que os consultórios costumam estar muito movimentados.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Clareamento Dental

Este tratamento difundiu-se rapidamente entre os pacientes pela melhora da aparência estética dos dentes sem promover desgastes na estrutura dental. Praticados há décadas, talvez séculos, as tentativas de clareamento já passaram por diferentes métodos com o mesmo objetivo: embelezar os dentes. Foram ou são usados: pastas, discos, lixas, brocas, ácidos, líquidos, gel, corrente elétrica, fibra ótica, fotopolimerizadores e agora os aparelhos para emissão de raios laser.

O procedimento consiste de aplicações de géis à base de peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogênio que, dependendo da técnica preconizada, podem ser realizadas no consultório (técnica no consultório) ou pelo próprio paciente (técnica caseira).


O clareamento dental pela técnica caseira pode ser realizado com diferentes concentrações de peróxido de carbamida ou peróxido de hidrogênio. Porém as mais utilizadas são de 10% e de 16% de peróxido de carbamida. A utilização do gel a 16% é indicada em casos de pigmentação mais severa ou quando existe a necessidade de resultados visíveis em curto espaço de tempo. Nos casos de pigmentação normal, dentes naturalmente amarelados, escurecidos pela idade ou ainda quando a sensibilidade dental do paciente manifesta-se com maior intensidade, é indicada a utilização do gel a 10%.

Antes de escolher o método é importante saber o que causa o escurecimento dos dentes: o primeiro deles é o próprio envelhecimento, em segundo, a higienização deficiente, terceiro, o hábito de fumar, quarto, a dependência de bebidas alcoólicas, depois o uso habitual ou vício de balas, chicletes, doces e outros coloridos artificialmente, que alteram, com o tempo, a pigmentação da superfície do esmalte dos dentes. Sem combater o agente causador do escurecimento, o clareamento será sempre um paliativo temporário.


O clareamento dental está indicado para pacientes que tenham:
• Dentes manchados por uso de tetraciclina e seus derivados
• Dentes escurecidos pela idade
• Dentes com calcificação pulpar causada por traumatismo
• Dentes acometidos por fluorose e que tenham manchas amarronzadas
• Dentes com indicação de faceta 

O clareamento dental está contra-indicado para pacientes:
• Com dentes hipersensíveis ou hipoplasia de esmalte
• Crianças com menos de 10 anos de idade
• Alérgicos a algum componente da fórmula do agente clareador
• Grávidas ou que estejam amamentando.
• Incapazes de seguir as instruções corretamente.


O verdadeiro agente clareador é o peróxido de hidrogênio. Mesmo ao usar o peróxido de carbamida, o agente ativo é o peróxido de hidrogênio. Os peróxidos são soluções que penetram e se movem através do esmalte e da dentina devido ao seu baixo peso molecular.
A possível sensibilidade que ocorre nos dentes em clareamento dental se explica pela grande movimentação desses peróxidos através do esmalte e da dentina e não devido ao pH do produto utilizado.

Como funciona o clareamento dental ?

As moléculas dos géis oxidantes (liberadores de oxigênio) penetram na intimidade do esmalte e da dentina, liberando oxigênio que, por sua vez, "quebra" as moléculas dos pigmentos causadores das manchas.


Como posso clarear meus dentes ?

1 . Clareamento dental no consultório: o dentista isola os dentes (com um lençol de borracha) para proteger a gengiva e aplica um agente oxidante forte. 

2. Clareamento dental em casa (doméstico): o paciente, sob a orientação do dentista, leva um gel oxidante fraco, para usar diariamente em casa. 0 clareamento doméstico é mais seguro e eficaz, pode resolver todos os casos e é o mais utilizado.

Não se recomenda clarear os dentes sem orientação profissional.

Clareamento em fumantes é possível ?

O ideal, no clareamento dental em fumantes, é que o paciente cesse o hábito antes do clareamento e não retorne a fumar. É uma situação difícil, mas o dentista tem a obrigação de alertar o paciente sobre os malefícios do fumo e das conseqüências para o dente, o periodonto e a cavidade bucal. Para o paciente que fuma poucos cigarros por dia, pode –se optar pelo clareamento caseiro, entretanto, o paciente deve utilizar a moldeira quando fumar, para proteger o dente em clareamento, que no momento está muito suscetível a manchas de origem extrínseca devido ao aumento de permeabilidade do esmalte durante o clareamento.

Como funciona o clareamento a laser ?

Um gel clareador à base de peróxido de hidrogênio é aplicado pelo dentista, sobre a superfície externa do dente e ativado por um tipo de laser liberando moléculas de oxigênio e assim promovendo o clareamento.


Como é feito o clareamento caseiro ?

Clareamento caseiro ele é feito através de confecções de moldeiras e pelo dentista, o paciente, leva um gel oxidante fraco, para usar diariamente em casa. 0 clareamento doméstico é mais seguro e eficaz, pode resolver todos os casos e é o mais utilizado.


O dente clareado pode escurecer novamente ?
Sim. Mas nunca como era antes. Após 1 a 2 anos, pode haver a necessidade de uma manutenção.

Durante o clareamento dental, o que devo fazer ?

• Não ingerir alimentos e/ ou bebidas com corantes: beterraba, coca-cola, café, chá, vinho tinto, chocolate entre outros
• Não se deve fumar
• Observar os dentes diariamente no espelho, monitorando o progresso do clareamento

O efeito colateral mais freqüente é uma sensibilidade branda dos dentes às mudanças de temperatura. Isso ocorre mais na primeira hora após a remoção da moldeira. É passageira e dura enquanto o tratamento estiver sendo executado. Ela é atribuída ao fato de os clareadores "transitarem" com facilidade através do esmalte dental.

Infindáveis estudos laboratoriais, entre eles os de Murphy(1992), Heywood e Heyman(1993), Hunsaker et al(1990), entre outros, e os mais de 75 anos de uso convencional de peróxidos em alta concentração (35%) para clarear dentes, jamais revelaram quaisquer efeitos prejudiciais sobre a estrutura dental. Logo, concluimos que o tratamento para clareamento, quando corretamente indicado e supervisionado por um dentista, não traz malefício algum à saúde dental.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os alimentos e os dentes

Existem alguns alimentos com efeito positivo sobre os dentes, seja por os fortalecer, ou simplesmente por contribuir para a manutenção da sua cor natural. São vários os alimentos deste gênero. Dentro deste grupo podemos encontrar:

Leite
O leite e seus derivados são importante fonte de cálcio, não só para os ossos, mas também para os dentes, razão pela qual a sua ingestão ajuda a fortalecer os dentes, contribuindo para contrariar o efeito da erosão, e da desmineralização a que os dentes estão constantemente sujeitos. Cuidado, no entanto com a ingestão de derivados como queijo, e iogurtes açucarados pelo elevado teor de hidratos de carbono e açucares.



Fibras
A ingestão de alimentos como cereais ou maçã implica um esforço extra na mastigação o que contribuí para a manutenção da higiene oral, uma vez que estimula a salivação levando a uma auto limpeza dos dentes bem como uma remineralização dos mesmos.

Chá preto e verde
Apesar de o consumo de chá não ser recomendável, quando em excesso, estes dois tipos de chá ajudam, pelo seu potencial anti-oxidante a aumentar as defesas orais, e a combater a erosão ácida.

Morangos
O consumo de morangos ajuda a manter a cor branca dos dentes, uma vez que pela ação das suas grainhas executa uma espécie de “esfoliação” das manchas externas dos dentes, removendo alguma da cor amarela dos mesmos. No entanto a sua ingestão em demasia é desaconselhada, uma vez que em virtude da sua cor vermelha pode pigmentar os dentes, se consumido em demasia.


Goiaba
Rica em vitamina C, a goiaba ajuda não só à formação de colágeno, mas também à cicatrização dos tecidos gengivais.

Alimentos com efeito negativo sobre os dentes. Por outro lado existem alimentos com efeitos nefastos sobre os dentes. A ingestão em excesso destes alimentos deverá ser evitada a todos os custos, não querendo isto dizer que deva ser abolida da dieta, mas a sua ingestão deverá ser controlada. Entre estes alimentos encontramos:

Frutas cítricas
A ingestão de frutas cítricas é uma ótima forma de obter vitamina C, excelente aliada contra as gripes, por exemplo, mas em virtude de serem alimentos extremamente ácidos levam a uma erosão ácida dos dentes, resultando na perda de superfície dentária sã. Esta situação é mais grave ainda se imediatamente a seguir à sua ingestão se escovarem os dentes, uma vez que potencializa a erosão dos mesmos.


Açúcar
A ingestão de açúcares como se sabe é o inimigo número um dos dentes, uma vez que potencializa o aparecimento de cáries dentárias, já que se deposita sobre a superfície dos dentes, levando ao aparecimento das bactérias responsáveis pelo processo criogênico. A ingestão em excesso deve ser controlada, e após o consumo de alimentos ricos em açúcar, deverá ser feita a higienização dos dentes.



Soja
Assim como qualquer alimento demasiado pigmentado, a soja pode provocar colorações desagradáveis nos dentes, levando à alteração da cor dos mesmos.

Café
Extremamente apreciado entre os portugueses, o café é um dos alimentos, neste caso bebida, que mais pigmenta os dentes levando a uma coloração castanha dos mesmos, e contribuí também para o aparecimento de tártaro gengival.

Bebidas gasosas, refrigerantes e vinho tinto
Este tipo de bebidas, sobretudo os refrigerantes, em virtude do seu pH ácido, levam a acentuada erosão dos dentes, e conseqüentemente à perda de superfície dentária. Para além deste fator contém elementos corantes que pigmentam os dentes.



VINHO TINTO X DENTES BRANCOS


A ingestão excessiva de vinho - principalmente de tinto, por conter uma quantidade maior de pigmentos em relação aos outros tipos - pode provocar alguns danos aos dentes e à estrutura bucal. Os principais problemas ocasionados pelo consumo de vinho são a formação de indutos (ou seja, manchas externas aos dentes geradas pelos pigmentos da bebida), a diminuição do volume de saliva (causada pelo álcool, que provoca uma maior retenção de resíduos), e, eventualmente, alguns processos decorrentes da acidez, que podem gerar sensibilidade.


O álcool e a placa
A presença do álcool na boca age diretamente sobre as glândulas salivares e provoca uma diminuição - que varia de 20% a 40% - no volume de saliva, o que faz com que ocorra uma maior deposição de tártaro e resíduos na superfície dos dentes. Eventualmente, isso pode se tornar placa bacteriana e causar alteração na percepção dos sabores e dos gostos, aspectos que são muito importantes para um enófilo, tal proteção é o "efeito tampão", pois  a saliva funciona como uma proteção natural para as estruturas dentais banhadas por ela.

Ter higiene é fundamental
Os problemas bucais são ocasionados pela não-observação dos preceitos de higiene, que são obrigatórios para todos os adultos, sejam eles bebedores de vinho ou não. É preciso atentar para os mecanismos de higiene, caso a pessoa queira desfrutar de uma boa bebida e ter um paladar saudável. Assim, para alcançar tais resultados e prevenir a boca de problemas como esses, a limpeza dental deve ser seguida à risca.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Parâmetros Estéticos do Sorriso



Incomodado com alguma irregularidade presente no sorriso ou impulsionado apenas pelo desejo de aprimorar a aparência deste, um número cada vez maior de pacientes buscam por procedimentos estéticos e cosméticos nos consultórios odontológicos. Esses pacientes almejam alcançar um sorriso perceptivelmente harmonioso e agradável. Para criar um sorriso atraente, diversas especialidades da Odontologia utilizam um conjunto de normas e padrões de beleza que norteiam o diagnóstico e planos de tratamentos nos procedimentos estéticos. Os conceitos atuais de estética estão voltados para o equilíbrio entre beleza e harmonia sendo muitas vezes subjetivos, variando de acordo com os indivíduos, culturas, etnias, localidades, etc...Vários fatores devem ser considerados quando analisamos criticamente um sorriso, dentre estes podemos destacar: a idade do paciente, anomalias de tamanho e forma, formato do rosto, lábios, cor e presença de espaços anteriores. Mas compreender as expectativas relativas ao que é beleza para o paciente torna-se muito difícil para o Cirurgião-dentista, pois a percepção estética é permeada por emoções e valores culturais

A percepção de proporções é uma boa maneira de se executar essa tarefa. Embora não seja definitiva e impassível de erros, pode se tornar uma maneira facilitada de observar e compreender os erros e acertos que a leitura das proporções dentárias e faciais guardam entre si. Nesse contexto, a utilização de diagramas viria ajudar e facilitar o entendimento do que está sendo visto, buscando através de enquadramentos e comparações o que pode estar em acordo ou desacordo com o conjunto que está sendo observado.

DIAGRAMA DE REFERÊNCIAS ESTÉTICAS DENTÁRIAS (DRED)

O Diagrama de Referências Estéticas Dentárias (DRED) define o que deverá ser criado ou alcançado com os dentes ântero-superiores. A finalidade desse diagrama é dar uma noção exata dos posicionamentos e proporções que os dentes guardam entre si e também a relação desses com a gengiva e os lábios. Esse diagrama é constituído de seis caixas que englobam os incisivos e caninos superiores; e os seus limites irão ser específicos para cada referência estética. A sua utilização facilitará o planejamento e a visualização do melhor posicionamento estético dos dentes anteriores, sendo o seu objetivo fornecer informações que possam auxiliar nas suas reorganizações e reestruturações, quando esses dentes tiverem que ser reposicionados e/ou restaurados. Cada paciente tem o seu próprio diagrama de referência, que é determinado pelos dentes e estruturas adjacentes. Esse parâmetro geométrico não deve ser visto como imutável, mas como um guia útil para a obtenção de melhores resultados estéticos nos tratamentos odontológicos.
Com a utilização do DRED poderão ser visualizados:



· Simetria;
· Eixos dentários;
· Limite do contorno gengival;
· Nível do contato interdentário;
· Bordas incisais;
· Proporções dentárias;
· Linhas do sorriso.





Simetria
Os pares de dentes anteriores devem ser simétricos, em uma vista frontal. Isto é, o incisivo central superior direito deve ser do mesmo tamanho do incisivo central superior esquerdo, e assim respectivamente, para os incisivos laterais e caninos. Além disso, devem estar posicionados simetricamente; com a linha média da face coincidindo com a linha média dentária.
As caixas do DRED servirão para dar a noção de simetria. Como cada dente será representado por sua respectiva caixa, maus posicionamentos e desproporções de tamanho serão facilmente identificados. O ideal será sempre que as caixas do lado direito (incisivos lateral, central e canino direito) sejam um espelho das caixas do lado esquerdo.

Eixos dentários
As inclinações e angulações dos dentes anteriores correspondem aos eixos dentários. Embora existam muitas medidas-padrão para esses eixos, cada tratamento deve obedecer ao padrão morfológico e estético do paciente15,16. Uma informação importante é que os dentes anteriores, assim como os posteriores, apresentam uma angulação positiva do eixo vestibular da coroa clínica. Isto é, a porção oclusal do eixo vestibular se posiciona mesialmente à porção gengival. Além disso, as angulações devem aumentar a partir dos incisivos centrais superiores para os caninos superiores. O contrário ocorre com as inclinações, onde a partir dos incisivos centrais superiores, elas diminuem em direção aos caninos.

Limite do contorno gengival
O limite do contorno gengival deve seguir como referência o tamanho dos dentes anteriores, sendo que os limites dos contornos gengivais dos caninos devem estar mais altos do que os incisivos laterais e, mais ou menos, na mesma altura dos incisivos centrais superiores. O limite do contorno gengival será representado pelo Zenith gengival (ponto mais apical do tecido gengival). Entre o eixo vestibular da coroa clínica e o Zenith gengival haverá uma interseção, criando um ponto de referência.

Bordas incisais
As bordas incisais dos dentes anteriores devem criar uma forma de “prato fundo”, onde os incisivos centrais se posicionam mais inferiormente aos incisivos laterais e caninos.
 
Linhas do sorriso (avaliação dinâmica)
Acrescentando os limites labiais, pode-se fazer uma avaliação dinâmica da estética bucal durante o sorriso, na qual os dentes guardam uma relação harmoniosa com a posição e forma dos lábios, criando-se as linhas do sorriso. Uma exposição de incisivos superiores, durante o sorriso, variando de 30% a 70% nos homens e 70% a 100% nas mulheres, será considerada normal. Conforme o avanço da idade do paciente, o lábio superior cresce e perde a mobilidade e ocorre uma menor exposição dos dentes superiores. O inverso ocorre com os dentes inferiores. Quanto mais velho o indivíduo, maior a exposição dos dentes inferiores. Quando o paciente sorri, o ideal seria que o lábio superior expusesse todas as coroas dos incisivos superiores e 1mm de gengiva. A exposição gengival de 2 a 3mm também é esteticamente aceitável. A exposição completa dos incisivos superiores nem sempre ocorre. O sorriso pode ser considerado baixo, médio ou alto, conforme a exposição desses. Os extremos são sempre preocupantes, do ponto de vista estético. A exposição acentuada dos incisivos superiores provoca o “sorriso gengival”. A falta de exposição causa o seu envelhecimento.
Em geral, é a forma do lábio inferior e as bordas incisais dos dentes anteriores superiores e inferiores que criam um arranjo agradável ou desagradável do sorriso. O importante é que o plano incisal superior e a forma do lábio inferior, durante o sorriso, mantenham uma relação harmoniosa. Essa harmonia é representada pelo paralelismo do arco formado pelas bordas incisais e oclusais dos dentes superiores com a borda superior do lábio inferior. Essa configuração varia com a idade. Conforme a idade avança, a forma de “prato fundo” vai se alterando, dando lugar a uma nova forma de “prato raso” ou de “prato fundo invertido”. Isto é, a direção das bordas incisais é uma linha reta ou uma curva. O desgaste das bordas incisais, com o tempo, cria essas novas formas. O conhecimento dessas características cria a possibilidade de rejuvenescer ou envelhecer o sorriso. A alteração das “formas do prato” possibilitará esse efeito. 
Proporções dentárias
Teoremas matemáticos, tal como a “proporção áurea” e a “percentagem áurea” têm sido propostos na determinação dos chamados espaços mésio-distais. Embora a proporção áurea seja um interessante objetivo a ser alcançado, nem sempre os pacientes apresentam essa proporção. Nesses casos, o diagrama dentário serve para individualizar cada caso. Isto é, o resultado final deve proporcionar uma relação harmoniosa na visibilidade dos dentes anteriores. Na vista frontal, a visibilidade dos dentes deve ser decrescente, a partir dos incisivos centrais.
Fontes: