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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Os alimentos e os dentes

Existem alguns alimentos com efeito positivo sobre os dentes, seja por os fortalecer, ou simplesmente por contribuir para a manutenção da sua cor natural. São vários os alimentos deste gênero. Dentro deste grupo podemos encontrar:

Leite
O leite e seus derivados são importante fonte de cálcio, não só para os ossos, mas também para os dentes, razão pela qual a sua ingestão ajuda a fortalecer os dentes, contribuindo para contrariar o efeito da erosão, e da desmineralização a que os dentes estão constantemente sujeitos. Cuidado, no entanto com a ingestão de derivados como queijo, e iogurtes açucarados pelo elevado teor de hidratos de carbono e açucares.



Fibras
A ingestão de alimentos como cereais ou maçã implica um esforço extra na mastigação o que contribuí para a manutenção da higiene oral, uma vez que estimula a salivação levando a uma auto limpeza dos dentes bem como uma remineralização dos mesmos.

Chá preto e verde
Apesar de o consumo de chá não ser recomendável, quando em excesso, estes dois tipos de chá ajudam, pelo seu potencial anti-oxidante a aumentar as defesas orais, e a combater a erosão ácida.

Morangos
O consumo de morangos ajuda a manter a cor branca dos dentes, uma vez que pela ação das suas grainhas executa uma espécie de “esfoliação” das manchas externas dos dentes, removendo alguma da cor amarela dos mesmos. No entanto a sua ingestão em demasia é desaconselhada, uma vez que em virtude da sua cor vermelha pode pigmentar os dentes, se consumido em demasia.


Goiaba
Rica em vitamina C, a goiaba ajuda não só à formação de colágeno, mas também à cicatrização dos tecidos gengivais.

Alimentos com efeito negativo sobre os dentes. Por outro lado existem alimentos com efeitos nefastos sobre os dentes. A ingestão em excesso destes alimentos deverá ser evitada a todos os custos, não querendo isto dizer que deva ser abolida da dieta, mas a sua ingestão deverá ser controlada. Entre estes alimentos encontramos:

Frutas cítricas
A ingestão de frutas cítricas é uma ótima forma de obter vitamina C, excelente aliada contra as gripes, por exemplo, mas em virtude de serem alimentos extremamente ácidos levam a uma erosão ácida dos dentes, resultando na perda de superfície dentária sã. Esta situação é mais grave ainda se imediatamente a seguir à sua ingestão se escovarem os dentes, uma vez que potencializa a erosão dos mesmos.


Açúcar
A ingestão de açúcares como se sabe é o inimigo número um dos dentes, uma vez que potencializa o aparecimento de cáries dentárias, já que se deposita sobre a superfície dos dentes, levando ao aparecimento das bactérias responsáveis pelo processo criogênico. A ingestão em excesso deve ser controlada, e após o consumo de alimentos ricos em açúcar, deverá ser feita a higienização dos dentes.



Soja
Assim como qualquer alimento demasiado pigmentado, a soja pode provocar colorações desagradáveis nos dentes, levando à alteração da cor dos mesmos.

Café
Extremamente apreciado entre os portugueses, o café é um dos alimentos, neste caso bebida, que mais pigmenta os dentes levando a uma coloração castanha dos mesmos, e contribuí também para o aparecimento de tártaro gengival.

Bebidas gasosas, refrigerantes e vinho tinto
Este tipo de bebidas, sobretudo os refrigerantes, em virtude do seu pH ácido, levam a acentuada erosão dos dentes, e conseqüentemente à perda de superfície dentária. Para além deste fator contém elementos corantes que pigmentam os dentes.



VINHO TINTO X DENTES BRANCOS


A ingestão excessiva de vinho - principalmente de tinto, por conter uma quantidade maior de pigmentos em relação aos outros tipos - pode provocar alguns danos aos dentes e à estrutura bucal. Os principais problemas ocasionados pelo consumo de vinho são a formação de indutos (ou seja, manchas externas aos dentes geradas pelos pigmentos da bebida), a diminuição do volume de saliva (causada pelo álcool, que provoca uma maior retenção de resíduos), e, eventualmente, alguns processos decorrentes da acidez, que podem gerar sensibilidade.


O álcool e a placa
A presença do álcool na boca age diretamente sobre as glândulas salivares e provoca uma diminuição - que varia de 20% a 40% - no volume de saliva, o que faz com que ocorra uma maior deposição de tártaro e resíduos na superfície dos dentes. Eventualmente, isso pode se tornar placa bacteriana e causar alteração na percepção dos sabores e dos gostos, aspectos que são muito importantes para um enófilo, tal proteção é o "efeito tampão", pois  a saliva funciona como uma proteção natural para as estruturas dentais banhadas por ela.

Ter higiene é fundamental
Os problemas bucais são ocasionados pela não-observação dos preceitos de higiene, que são obrigatórios para todos os adultos, sejam eles bebedores de vinho ou não. É preciso atentar para os mecanismos de higiene, caso a pessoa queira desfrutar de uma boa bebida e ter um paladar saudável. Assim, para alcançar tais resultados e prevenir a boca de problemas como esses, a limpeza dental deve ser seguida à risca.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Erosão Ácida

A erosão é um tipo de lesão não cariosa que se desenvolve como conseqüência da perda de estrutura dental causada por ação química, sem o envolvimento de bactérias e pode ter origem intrínseca ou extrínseca.

CAUSAS
     Os fatores causadores extrínsecos são: dieta (frutas, bebidas ácidas), meio ambiente (indústrias químicas, piscinas cloradas) e medicamentos (vitamina C, aspirina, ácido clorídrico).
     Os fatores intrínsecos são: doenças que provocam regurgitação do suco gástrico,cujo pH está em torno de 2,3, em pacientes que apresentam bulimia, anorexia nervosa e refluxo gastroesofágico.
     Trabalhos recentes têm mostrado que os alimentos, em especial as bebidas ácidas, são os que mais têm relação com a ocorrência da erosão dentária, como resultado do contato freqüente destes com os dentes.

A etiologia da Erosão é multifatorial.

         Os fatores podem ser divididos em: biológicos, químicos e comportamentais.

         Biológicos: características da cavidade bucal. A posição dentária, a anatomia do tecido mole, a qualidade do tecido dentário e as propriedades salivares podem estar envolvidas no processo erosivo, levando a um maior ou menor risco.

         Químicos: propriedades da bebidas que contribuem para o desenvolvimento da erosão – tipo e quantidade de ácidos, pH, capacidade tampão, concentração de fosfato, cálcio e fluoreto também irão influenciar no grau de erosão.

         Comportamentais: a freqüência, tempo e forma de consumo de bebidas, até mesmo hábitos de higiene bucal.


SINAIS
                    Estados iniciais:
         sensibilidade no momento do consumo de comidas ou bebidas frias;
         aspecto arredondado da superfície do dente;
       os dentes tornam-se amarelados à medida que os ácidos desgastam o esmalte e a dentina subjacente vai sendo exposta.

                    Estados avançados:
         coloração ainda mais escura dos dentes;
         transparência dos bordos incisais;
         pequenos traços de fratura nos bordos incisais;
         sensibilidade severa;
         pequenas fossas na superfície dos dentes.

BIOQUÍMICA DA EROSÃO DENTÁRIA
                    O mecanismo bioquímico da erosão é definido como uma desmineralização da estrutura dentária devido à ação de ácidos não oriundos de microrganismos. O potencial de ataque erosivo está intimamente correlacionado com a acidez – pH da solução que entraria em contato com o dente.

              No esmalte, 85% de seu volume é composto por hidroxiapatita.
»         pH crítico -  5,5

              Na dentina a quantidade de minerais é bem menor em função da presença das fibras colágenas, desta forma 47% de seu volume corresponde à hidroxiapatita.
»         pH crítico – 6,5
O ataque ácido provoca a desmineralização da estrutura dentária, ou seja, dissolução dos cristais de apatita que pode resultar na lesão superficial.

A um nível crítico, a erosão dentária leva a perda irreversível de suas estruturas, se tornando mais suscetível à abrasão e atrição, devido ao amolecimento das estruturas de superfície – o esmalte.

PREVENÇÃO

            Evitar escovar os dentes imediatamente após o consumo de comidas ou bebidas ácidas - é preferível aguardar pelo menos 1 hora ou escovar antes de se alimentar; 
           
            Diminuição na frequencia de ingestãode bebidas ácidas. Quando consumir refrigerantes ou bebidas gaseificadas dê preferência ao uso de canudos - não as agite ou retenha por longos períodos na boca;

            A estimulação salivar após o consumo de bebidas ácidas, através do uso de chicletes, também tem mostrado um papel protetor em relação à erosão.

            O consumo de queijo e leite,após um ataque erosivo também pode ser considerado uma medida preventiva, já que apresentam alta concentração de cálcio, que favorece a remineralização da lesão.